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Chico Peres Smith, cineasta adepto de filmes experimentais

Cineasta português em Montreal, Chico Peres Smith mantém o foco no cinema independente, lançando um documentário experimental sobre a dicotomia analógico versus digital

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  • Chico Peres Smith é um cineasta e crítico de cinema português que vive entre Portugal e o Canadá desde 2011, atualmente em Montreal.
  • Chegou a Montreal através do programa de estágios INOV-Art após estudar na Escola Superior de Teatro e Cinema do então Conservatório Nacional de Lisboa, começando na televisão comunitária.
  • Entre os seus trabalhos destacam-se Monstro Tuga, Fogo Frio e Tummo, além da coprodução e fotografia da longa-metragem Messy Legends e do documentário experimental Tomorrow Doesn’t Exist.
  • Tomorrow Doesn’t Exist parte de um livro de colagens e investiga a dicotomia entre analógico e digital, memória, a morte da comunidade e a ascensão do individualismo.
  • Assenta na cinema independente, que considera mais artístico que o cinema de grandes produções de Hollywood, valorizando a conclusão de projetos mais do que prémios.
  • Localização: Montreal, Quebec, Canadá • Profissão: cineasta • Idade: 42 anos

Chico Peres Smith, cineasta e crítico de cinema português, vive entre Portugal e Canadá desde 2011, quando mudou para Montreal para prosseguir um estágio internacional. Desde pequeno teve a câmara na mão para gravar as brincadeiras dos irmãos, e hoje privilegia o cinema independente em detrimento das grandes produções de Hollywood.

Ao estudar na Escola Superior de Teatro e Cinema do antigo Conservatório Nacional de Lisboa, o realizador iniciou a carreira em televisão comunitária e foi consolidando o currículo com projetos experimentais. O objetivo é explorar formas artísticas, não a busca de prémios.

Entre os títulos que marcaram a sua filmografia estão Monstro Tuga, Fogo Frio e Tummo. Também participou na coprodução e direção de fotografia de Messy Legends, premiada no festival Fantasia de Montreal, e realizou o documentário Tomorrow Doesn’t Exist, que analisa a relação entre memória, digitalização e humanidade.

Trajetória e perspetivas

O filme Tomorrow Doesn’t Exist resulta de um interesse pela morte da comunidade e a ascensão do individualismo, questionando o que sobra quando a tecnologia domina as relações humanas. O projeto enfatiza a originalidade do cinema independente e o afastamento de um formato comercial ditado pelas agendas de mercado.

Em entrevista informal, Chico Peres Smith afirma valorizar a conclusão de projetos em vez de reconhecer prémios. O cineasta sustenta que o cinema português tem potencial, desde que se ultrapasse a”nuvem de mediocridade” que ainda persiste no país. O foco permanece na arte como agente de transformação.

Atualidade

Atualmente, o artista faz parte do panorama entre Lisboa e Montreal, onde continua a desenvolver obras que alavam a experimentação e a reflexão crítica sobre sociedade e tecnologia. A obra recente reforça a posição de Peres Smith como defensor da autenticidade criativa no cinema.

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