- O Festival de Artes de Adelaide retirou o convite à autora australiana de origem palestiniana, Randa Abdel-Fattah, dizendo que a participação não seria culturalmente apropriada naquele período.
- A decisão seguiu-se ao ataque antissemita em Bondi Beach, Sydney, em dezembro, que matou 15 pessoas.
- O comité explicou que, apesar de não ligar Abdel-Fattah à tragédia, as suas declarações anteriores justificavam a não participação.
- Cerca de 70 pessoas desistiram de participar, incluindo Yanis Varoufakis; várias pessoas do conselho também se demitiram.
- O festival, um dos maiores da Austrália, está marcado para decorrer entre 27 de fevereiro e 15 de março.
Um festival de artes em Adelaide, na Austrália, está a enfrentar uma vaga de desistências de artistas e demissões no conselho após retirar o convite a uma autora de origem palestiniana. A decisão ocorreu após o ataque antissemita em Bondi Beach, Sydney, em dezembro.
A organização informou que não pretendia avançar com a participação da socióloga e autora australiana Randa Abdel-Fattah, alegando que a sua presença não seria culturalmente apropriada durante o período de luto provocado pelo massacre.
O festival, um dos maiores eventos culturais do país, está marcado entre 27 de fevereiro e 15 de março. O comité justifica a medida pela leitura de declarações anteriores da autora, sem sugerir ligação com o ataque.
O que aconteceu
A decisão de excluir Abdel-Fattah gerou críticas e impulsionou uma onda de desistências de participantes, com cerca de 70 pessoas a retirar-se publicamente. Entre os desmarcantes está Yanis Varoufakis, que explicou a posição num vídeo.
Reações e desdobramentos
Membros da direção do festival começaram a demitir-se no fim de semana, conforme relatos de The Guardian e da Australian Broadcasting Corporation. No domingo, a presidente Tracey Whiting anunciou a demissão com efeitos imediatos.
Contexto e próximos passos
O comité expressou que a decisão não visou associar a autora ao ataque, mas refletir uma leitura do contexto cultural durante o período. Abdel-Fattah classificou a decisão como racista e antipalestiniano, rejeitando a ligação ao ataque.
Entre na conversa da comunidade