A China mudou a forma de calcular as emissões de carbono, o que teve o efeito de reduzir para metade o crescimento estimado entre 2020 e 2025. O ajuste, descrito por investigadores climáticos, ocorre no contexto do maior poluidor mundial. O objetivo é facilitar o cumprimento de metas climáticas.
Segundo o relatório, a nova metodologia afeta a projeção de emissões absolutas, sugerindo que o país registou um aumento de cerca de 7% entre 2020 e 2025, em vez de 14% previsto anteriormente. A alteração implica uma revisão em baixa de cerca de 700 milhões de toneladas métricas por ano.
A análise aponta que a mudança envolve a exclusão de utilizações não energéticas de combustíveis fósseis na intensidade carbónica e a inclusão de emissões de processos industriais, como a produção química. A indústria do cimento, embora relevante, tem registado retracção devido ao imobiliário.
Repercussões e contexto
Os investigadores indicam que as alterações podem tornar as emissões aparentes mais baixas e enfraquecer o acompanhamento dos progressos. Lacunas de monitorização na indústria química poderão ter contribuído para subcontabilização.
O estudo sugere que o menor rigor na definição da intensidade carbónica coloca em causa o alcance das metas para 2030, incluindo a redução de 65% face a 2005. O relatório observa que alterações retroativas à metodologia geram incerteza na verificação dos compromissos.
As autoridades chinesas, nomeadamente a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério do Ambiente, ainda não comentaram o assunto. O texto mantém neutralidade técnica e não reflete interpretações políticas.
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