Foi há exatamente um ano que Portugal ficou às escuras durante várias horas, com falhas no fornecimento de energia e de comunicações. O incidente de 28 de abril de 2025 obrigou infraestruturas críticas a repensarem os planos de contingência. Hoje, a utilização de geradores tornou-se obrigatória em muitos setores.
Cristina Teixeira, responsável pela Farmácia Vitória, em Paredes, descreve o clima de tensão e a escalada da temperatura num frigorífico durante o apagão. O episódio revelou fragilidades na resposta a eventos extremos, com consequências diretas para serviços de saúde e retalho.
No período do apagão, ficou por esclarecer o que teria acontecido se não existissem geradores de reserva. Setores como hospitais e farmácias passaram a privilegiar soluções independentes de energia para manter medicamentos e serviços em funcionamento. O balanço aponta avanços, mas também lacunas ainda por preencher.
Resposta institucional
O ministro Castro Almeida, chefe da Coesão Territorial, reconheceu a 30 de abril, dois dias após o evento, que houve dúvidas sobre a passagem de combustível entre ministros para assegurar energia na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. A MAC já dispunha de gasóleo para alimentar geradores por mais uma hora. O caso evidenciou falhas logísticas na fase de crise.
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