A Espanha abriu um segundo procedimento classificado como muito grave contra a Iberdrola, no âmbito da investigação aos motivos do apagão ocorrido no país. A CNMC anunciou, na sexta-feira, a abertura de dois processos contra a central nuclear de Almaraz, envolvendo também a Red Eléctrica. O foco agora estende-se à Iberdrola.
A empresa liderada por Ignacio Sánchez Galán já enfrenta cerca de vinte processos anteriores, considerados graves, por violações da lei do setor elétrico. O novo caso coloca em análise uma possível redução da produção ou do fornecimento sem autorização, previsto no mesmo diploma legal.
A Iberdrola detém participações em seis das sete centrais nucleares em funcionamento em Espanha e é a única proprietária da central de Cofrentes, em Valência. O processo foi aberto a 23 de abril, elevando o total de investigações relacionadas com o apagão para 56.
Investigação e outros alvos
Além da Iberdrola, estão a ser investigadas outras companhias, entre as quais Endesa, a associação nuclear Ascó-Vandellós, Contour (gestora da central de Arrúbal, La Rioja), Engie Cartagena (propriedade de El Fangal) e TotalEnergies.
Os inquéritos abrangem também perímetros distintos do apagão de 28 de abril do ano anterior, incluindo indícios de infracções setoriais detetadas na investigação do incidente. O prazo máximo para a resolução de cada caso é de 18 meses.
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