- O Governo prevê autorizar cerca de 4 mil milhões de euros para a rede elétrica, entre distribuição, transmissão e reforços, em resposta ao apagão de 28 de abril de 2025.
- Do total, 3.040 milhões destinam-se a distribuição, 497 milhões a projetos base da rede de transporte, 775 milhões a projetos complementares e 133 milhões a aprovação extraordinária já autorizada.
- O objetivo é reforçar a robustez do sistema e acelerar a capacidade de recuperação em caso de nova falha, com prioridade à autonomia de infraestruturas críticas e ao reforço de blackstarts e a mais testes.
- Foram anunciadas 31 medidas, incluindo 137 milhões de euros para melhorar a operação e controlo da capacidade da rede eléctrica; há 180 milhões de euros disponíveis para baterias via Plano de Recuperação e Resiliência, com concurso aberto até 23 de abril.
- Também está prevista a destinação de 25 milhões de euros, financiados pelo programa Sustentável 2030, a projetos-piloto com baterias eRenováveis para autoconsumo em infraestruturas críticas, como unidades de saúde e bombeiros, mantendo quatro centrais com capacidade de blackstart.
A ministra do Ambiente e Energia revelou que o Governo está a considerar investir cerca de 4 mil milhões de euros na rede eléctrica, como resposta ao apagão recente. O objetivo é reforçar a robustez do sistema e acelerar a capacidade de recuperação em caso de nova falha, segundo explicou na audição na Comissão de Ambiente e Energia.
O montante em discussão abrange investimento em transmissão, distribuição e reforços extraordinários, após o incidente de 28 de abril de 2025. O valor indicado representa o esforço que o Governo pode autorizar, ainda sem decisão final tomada.
Especificamente, o projeto contempla 3.040 milhões de euros para distribuição, 497 milhões na rede de transporte, 775 milhões em projetos complementares e 133 milhões para uma aprovação extraordinária já autorizada. A finalidade é elevar a resiliência do sistema.
Medidas de reforço e prioridades
A governante destacou que a prioridade é assegurar uma recuperação mais rápida do sistema em caso de novo evento e fortalecer a autonomia de infraestruturas críticas, com melhoria dos blackstarts e mais testes operacionais.
Outro eixo envolve o armazenamento de energia com baterias. O concurso em curso foi ampliado com reforço de verbas do PRR, elevando o montante disponível para baterias a 180 milhões de euros, com o prazo de apresentação até 23 de abril.
Além disso, o Governo planeia destinar 25 milhões de euros, financiados pelo programa Sustentável 2030, a projetos-piloto de baterias e energias renováveis para autoconsumo em infraestruturas críticas, como hospitais, lares e serviços de emergência.
Alterações no parque de geração e redes
Foi decidida a manutenção de quatro centrais com capacidade de blackstart, em vez de apenas duas, aumentando a redundância. A REN já tinha iniciado um concurso para substituir dois blackstarts existentes, mas o Governo optou por manter quatro instalações em funcionamento.
A política de reforço do sistema elétrico também inclui o alargamento do armazenamento e o reforço da rede como elementos de seguro de resiliência, reconhecendo o impacto económico e tarifário de cada medida.
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