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PMEs pedem fixação de preços dos combustíveis

CPPME alerta que a guerra alimenta especulação e eleva preços dos combustíveis; pede fixação de preços e medidas de apoio à liquidez e aos custos das PME

Combustíveis
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  • CPPME pediu ao Governo que fixe os preços dos combustíveis, do gás e da eletricidade, considerando que as medidas atuais são insuficientes face à guerra no Irão.
  • A confederação afirma que o conflito está a alimentar comportamentos especulativos e a colocar os preços dos combustíveis em patamares elevados, com impactos no custo de vida de cidadãos e empresas.
  • Propõe o controlo de preços, medidas para mitigar subidas das taxas de juro e apoios à liquidez para as PME, bem como ações para reduzir custos fixos e de contexto.
  • Reforça a necessidade de coordenação nacional (e europeia) para evitar que uma crise externa destrua emprego e atividade económica, e incentivos acelerados à eficiência energética.
  • O Governo aprovou três diplomas para reforçar soberania e segurança energética; anunciou 25 euros de comparticipação na botija de gás solidária e um desconto no gasóleo profissional, além de descidas extraordinárias do ISP no continente.

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) pediu ao Governo que fixe os preços dos combustíveis, gás e eletricidade, considerando as medidas atuais insuficientes. A denúncia aponta para uma corrida especulativa que pode levar a preços elevados em patamares nunca vistos.

A CPPME alerta que o aumento do custo de vida e as consequências para cidadãos e empresas exigem intervenção pública. Além de congelar preços, a confederação sugere medidas para mitigar subidas das taxas de juro e proteger tesourarias de PME.

A instituição ressalva a necessidade de coordenação nacional e europeia para evitar que uma crise externa destrua emprego e atividade económica, bem como de incentivar a eficiência energética.

Medidas do Governo

Nesta quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou diplomas para reforçar a segurança energética e proteger consumidores vulneráveis em caso de crise. A decisão surge em contexto de aumentos globais de petróleo e gás.

No dia anterior, o Primeiro-Ministro anunciou uma comparticipação de 25 euros na botija de gás solidária e um desconto no gasóleo profissional para os próximos três meses, para mitigar o impacto.

O Governo também lançou descidas extraordinárias nas taxas do ISP aplicáveis no continente, com o objetivo de enfrentar a subida dos combustíveis.

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