A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou ao PÚBLICO, em Guimarães, que a principal preocupação é o aumento do custo do gás, sobretudo para a indústria. Abaixo de 70% de agravamento no preço, não há reconhecimento de situação de emergência energética.
Carvalho explicou que o Governo está a preparar vários cenários e a analisar a legislação europeia aplicável ao gás e à eletricidade. Sobre os combustíveis líquidos, já foram tomadas medidas, como o desconto no ISP, para reduzir custos.
A ministra reforçou que, se o preço do gás subir cerca de 70%, pode passar a haver uma situação de emergência energética, com margens para proteção de empresas e consumidores sem nova legislação. O gás é apontado como o principal desafio para a produção industrial.
Portugal não depende do petróleo do Médio Oriente e importa-o, sobretudo, de Brasil, Nigéria, Estados Unidos e Argélia. Quanto à eletricidade, o país permanece relativamente protegido pela forte produção de renováveis, o que reduz a exposição global aos preços.
O aumento dos custos de energia preocupa, especialmente para setores como o vidro e a cerâmica, que dependem do gás para a produção. Carvalho destacou ainda que o gás está fortemente dependente de fornecimentos da Rússia e de países do Médio Oriente, o que amplia a vulnerabilidade setorial.
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