- A consulta pública ao IPBB-Monforte decorre entre 22 de dezembro de 2025 e 3 de fevereiro de 2026, via Portal Participa, para recolha de observações sobre o projeto.
- O investimento total é de 18 milhões de euros, executado pela Migasa e pelo grupo Sonae, através da CapWatt.
- A unidade produzirá biometano a partir de digestão anaeróbia de efluentes pecuários e águas residuais agroindustriais, com capacidade de cerca de cinco milhões e seiscentos mil metros cúbicos por ano, para injeção na rede de gás.
- A infraestrutura ocupa aproximadamente vinte e três mil metros quadrados numa herdade de mais de setenta e seis hectares, incluindo digestores, purificação, liquefação de CO₂ e uma central solar de 1,2 megawatts, com quatro empregos diretos.
- O digerido resultante poderá ser usado na agricultura; o projeto tem financiamento a fundo perdido de 2,55 milhões de euros e está estimado para uma vida útil de cerca de trinta anos.
O projeto de Produção de Biogás e Biometano de Monforte (IPBB-Monforte) está em consulta pública até 3 de fevereiro de 2026. A iniciativa fica no Monte do Altinho, em Monforte, Portalegre, e decorre no âmbito do Licenciamento Único de Ambiente da APA.
A consulta, que dura 30 dias úteis, começou a 22 de dezembro de 2025. O público pode apresentar observações através do Portal Participa, dirigidas ao presidente do conselho diretivo da APA.
Objetivo e investimento
O projeto prevê uma unidade de biometano a partir de digestão anaeróbia de efluentes pecuários e águas residuais agroindustriais. O investimento total é de 18 milhões de euros, promovido pela Migasa e pelo grupo Sonae (CapWatt).
A produção anual estimada é de 5,6 milhões de m3 de biometano, equivalente a cerca de 4.018 toneladas. O gás deverá, em primeira fase, seguir via transporte rodoviário até ao ponto de ligação, com possível injecção futura por gasoduto.
Infraestrutura e produção de CO2
A instalação ocupará cerca de 23 mil m2 numa herdade de 76 hectares, incluindo digestores, sistemas de purificação e compressão, e uma central solar de 1,2 MW para autoconsumo. Será também recuperado e liquefeito cerca de 7.528 toneladas/ano de CO2 biogénico.
A energia fotovoltaica pretende reduzir a dependência de electricidade externa. A unidade funcionará 365 dias por ano, com receção de resíduos em dias úteis, e criará quatro empregos diretos.
Valorização dos resíduos e financiamento público
O digestado resultante será separado em frações sólida e líquida, com aplicação agrícola após tratamento. Esta valorização alinha-se com princípios de economia circular e redução de resíduos.
O IPBB-Monforte beneficia de financiamento a fundo perdido de 2,55 milhões de euros, integrado nas metas nacionais de transição energética e descarbonização. O projeto pode evitar emissões relevantes de CO2 ao longo de 30 anos.
Participação e enquadramento
Durante a consulta, a APA analisará as observações apresentadas por escrito via Portal Participa. Qualquer decisão poderá ser impugnada administrativa ou contenciosamente, nos termos legais aplicáveis.
A iniciativa insere-se nos objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica, contribuindo para a diversificação de fontes de energia renovável na região.
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