- Autores de uma ação cível pedem a retirada de cartazes do Chega que visam a comunidade cigana, alegando sofrimento psicológico, discriminação e consequências pessoais, conforme depoimentos no Tribunal Local Cível de Lisboa.
- A defesa sustenta que a frase “Os ciganos têm de cumprir a lei” é interpretada de forma errada, sugerindo que toda a comunidade pode ser alvo de preconceito; a juíza Ana Barão questionou sobre concordância com a frase e os testemunhos responderam “Os ciganos e todos”.
- O autor Mário Serrano relatou impacto nos âmbitos profissional e escolar, incluindo humilhação de filha de 12 anos, que pediu para não ser filmada junto ao tribunal.
- Os testemunhos referem casos de discriminação e ofensas decorrentes dos cartazes, desde incidentes em supermercados, escolas e redes sociais, em cidades como Montijo, Faro, Coimbra e Palmela.
- O processo exige a retirada dos cartazes e uma multa de cinco mil euros por cada dia de atraso ou por cartazes semelhantes, com o julgamento a prosseguir no dia 18 para declarações de André Ventura.
Autoria da ação cível contra o Chega relata em tribunal o impacto dos cartazes contra a comunidade cigana, destacando sofrimento psicológico, discriminação e consequências pessoais. O caso decorre no Tribunal Local Cível de Lisboa, no Palácio de Justiça, esta terça-feira.
Os autores defendem que a frase presente nos cartazes do Chega, que identifica a comunidade cigana como incumpridora da lei, alimenta preconceito e generalizações. Afirma-se que a mensagem não pode ser interpretada de forma neutra, pois afeta toda a comunidade.
Entre os depoentes surgem testemunhos sobre impactos na vida profissional e escolar. Um autor da ação, operário de Palmela, relata discriminação no trabalho e constrangimento de colegas. As filhas do casal também sofreram consequências no ambiente escolar.
A defesa dos autores aponta ainda consequências graves para a dignidade das pessoas ciganas. O caso envolve a retirada dos cartazes e uma multa diária ao líder do Chega, André Ventura, por cada dia de atraso ou por cartazes similares.
Os depoimentos incluem a participação de representantes de organizações ciganas, que destacam um histórico de perseguição e a necessidade de proteção contra mensagens que perpetuam estigmas. A ligação entre a propaganda política e o alcance na comunidade é apontada como problemática.
Os autos indicam que cartazes foram espalhados em várias localidades, incluindo Moita, Montijo e Palmela, com a fotografia de Ventura associada à ideia de cumprimento da lei por parte da comunidade cigana.
O julgamento continua e prevê novas declarações de António Ventura no próximo dia 18, às 09h15. Osvindos são centrais para definir a medida de remoção e a eventual sanção financeira.
Entre na conversa da comunidade