- Alejandro Marque, antigo vencedor da Volta a Portugal, afirma que a prova ganhou um grande organizador com Ezequiel Mosquera.
- Mosquera é o responsável pela montagem da Volta a Portugal e também organiza O Gran Camiño, onde Marque participou a convite.
- Marque diz que Portugal continua a ser uma boa oportunidade para os galegos; Gustavo Veloso reforça o debate, dizendo que não há grandes diferenças entre percursos.
- A 87.ª Volta a Portugal realiza-se de 5 a 16 de agosto; Marque admite dificuldade em competir devido a trabalho atual, mas pretende visitar ex-colegas.
- O ciclista, hoje com 44 anos e dono de uma loja de bicicletas, considera a transição para empresário desafiante e fala sobre a felicidade associada ao ciclismo.
Alejandro Marque defende que a Volta a Portugal ganhou com Ezequiel Mosquera um grande organizador. O antigo vencedor, retirado desde 2022, elogiou o profissionalismo de Mosquera numa intervenção à Lusa.
Marque participou recentemente na caravana de O Gran Camiño, prova galega organizada por Mosquera, que passa também a ser responsável pela montagem da Volta a Portugal. O piloto galego garantiu que Portugal continua a representar uma boa oportunidade para os ciclistas da sua região.
Gustavo Veloso, vencedor da Volta em duas ocasiões e atual diretor desportivo da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, reforçou a coincidência entre as redes de apoio e o papel de Mosquera na organização. Veloso destacou a fluidez de percursos entre as regiões do Minho.
Apesar de aceitar o desafio de participar em O Gran Camiño, Marque admitiu que será difícil repetir a participação na 87.ª Volta a Portugal, marcada para 5 a 16 de agosto, devido ao volume de trabalho atual na sua loja de bicicletas.
O empresário, que gere uma loja do setor, lembrou que a gestão do negócio exige disponibilidade total e que o tempo livre já não é o mesmo de quando treinava. Mesmo assim, revelou vontade de visitar a antiga equipa e reencontrar antigos colegas.
Marque, com 44 anos, reconheceu que a vida de ex-atleta mudou significativamente desde a suspensão da competição. Ainda assim, afirmou que continua a acompanhar provas e que o que mais sente falta é ter tempo para andar de bicicleta.
Referiu que o ciclismo foi sempre gratificante, mesmo nos treinos e estágios duros, porque a competição reunia apoio, resultados e a recompensa pelo esforço. A adapteda à nova vida revelou-se positiva, mas com saudades do desporto competitivo.
No balanço, o antigo campeão ressaltou que o desporto envolve superar adversidades, recuperar de quedas e voltar a triunfar, uma dinâmica que, segundo ele, fortalece tanto o atleta como quem o apoia.
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