- Oksana Masters ganhou ouro no biatlo sprint feminino nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina’2026, atingindo a 15.ª medalha na história dos Jogos de Inverno.
- Com as medalhas de inverno, soma 15, e, ao incluir as de verão, chega a 20 na carreira.
- A atleta de 36 anos superou uma infeção e uma concussão cerebral recentes que a afastaram dos treinos.
- Nascida em Khmelnytskyi, na Ucrânia, região afetada pelo desastre de Chernobyl em 1986, Masters nasceu com várias malformações e enfrentou múltiplas intervenções, incluindo amputação de ambas as pernas acima do joelho.
- A história de Masters inclui adoção e períodos em orfanatos, onde afirmou ter sofrido abusos físicos, emocionais e sexuais durante a infância.
Na Milão-Cortina 2026, os Jogos Paralímpicos de Inverno, Oksana Masters conquistou o ouro no biatlo sprint feminino, aumentando para 15 a sua coleção de medalhas na competição. Quando somadas as medalhas de verão, a atleta chega a 20 na carreira.
A vitória ocorreu neste domingo, num contexto em que Masters vinha recuperando de infeção e de uma concussão cerebral que a afastaram dos treinos por algum tempo.
Masters é uma referência do desporto paralímpico, com palmarés que abrange biatlo, esqui e ciclismo, destacando-se desde o início da carreira.
Origens e resiliência
Nascida em Khmelnytskyi, na Ucrânia, a cidade associada ao desastre nuclear de Chernobyl em 1986, Masters nasceu com várias malformações associadas à radiação. Entre as condições estão a ausência de uma perna, deformidades nos pés e na mão, e uma diferença de tamanho entre as pernas.
Foi entregue para adoção e passou mais de sete anos em orfanatos, onde relatou ter enfrentado abusos físicos, emocionais e sexuais. A partir daí, desenvolveu uma determinação que a levou ao alto rendimento desportivo.
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