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FPS opõe-se à retirada do processo de qualificação olímpico para Los Angeles 2028

FPS contesta o recuo no sistema de qualificação olímpica de surf para Los Angeles 2028, criticando a ISA e a pressão da WSL

Surfista em ação
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  • A Federação Portuguesa de Surf (FPS) critica a mudança recente no processo de qualificação olímpico para os Jogos de Los Angeles 2028, classificando a gestão da International Surfing Association (ISA) como “desastrosa” do ponto de vista político.
  • Gonçalo Saldanha, presidente da FPS, acusa a ISA de ter cedido a pressões da World Surf League (WSL) e de favorecer um braço de ferro com a liga privada, que interfere no processo.
  • A mudança visa alterar a atribuição de vagas entre o World Tour da WSL e o Mundial ISA, o que a FPS entende poder fragilizar a igualdade no desporto e prejudicar as seleções nacionais.
  • O líder da FPS aponta que a decisão é unilateral e que não houve ouvidos suficientes às federações, colocando em causa a soberania da ISA frente à influência da WSL.
  • Em termos de formato competitivo, mantém-se que os Jogos vão ter 24 atletas masculinos e 24 femininos, mas o número de vagas por género atribuídas pelo World Tour passou a oito, enquanto o Mundial ISA passa a atribuir sete por género, com regras de distribuição por país também revistas.

A Federação Portuguesa de Surf (FPS) mostrou-se contrária à recuos no processo de qualificação olímpico para Los Angeles 2028, sob a gestão de a ISA. O presidente Gonçalo Saldanha descreveu a situação como uma gestão desastrosa, sobretudo do ponto de vista político, durante uma fase já em curso do ciclo de qualificação.

A FPS critica a mudança recente anunciada pela ISA, liderada por Fernando Aguerre, que altera novamente as regras após já ter apresentado um sistema distinto no início de 2026. A associação entende que as alterações foram motivadas por pressões de parte da World Surf League (WSL) e que prejudicam a igualdade de oportunidades entre atletas.

Gonçalo Saldanha aponta que a decisão foi tomada de forma unilateral, favorecendo Federações com maior poder de influência, como Japão, EUA e França, e deixando de lado outras que também têm voto. O dirigente afirma que a situação contraria o espírito olímpico e enfraquece a imagem do surf a nível mundial, exigindo esclarecimentos formais da ISA.

Mudanças no formato e vagas

A nova atualização mantém os 24 atletas masculinos e femininos no quadro olímpico. No entanto, o World Tour da WSL passa a apurar oito vagas por género, acima das previsões anteriores, enquanto o Mundial ISA de 2028 fica limitado a sete vagas por género, igualando a Paris 2024. A FPS contesta que estas alterações não refletem as necessidades das seleções nacionais e reforçam a dependência de ligas privadas.

Reações da FPS e impactos nacionais

A liderança da FPS afirma que a prioridade continua a ser a competição nos campeonatos da ISA para garantir igualdade entre países. A diretiva considera que as mudanças podem dificultar a identificação precoce de talentos em Portugal e reforça a necessidade de uma Europa forte no cenário global do surf.

Saldanha afirmou que a FPS pedirá esclarecimentos formais à ISA sobre a evolução do processo e o seu impacto nas aspirações nacionais para Los Angeles 2028. A associação manterá a monitorização do caso e deverá divulgar novos desenvolvimentos assim que houver informações oficiais.

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