Lindsey Vonn, esquiadora norte-americana, foi gravemente lesionada num acidente durante os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. O incidente ocorreu a 8 de fevereiro, em Cortina d’Ampezzo, após tocar numa porta e sair de trajetória 13 segundos após o início da descida. A lesão evoluiu para uma fratura complexa da tíbia, entre outras lesões, levando a uma intervenção de urgência.
A atleta, de 41 anos, sofreu episódios de síndrome compartimental na perna esquerda, situação que aumenta a pressão interior do músculo e pode comprometer o fluxo sanguíneo. A equipa médica descreveu a gravidade como extrema, com risco de perda de função da perna.
Cirurgia decisiva salvou a perna
O cirurgião ortopédico Tom Hackett, que acompanha a equipa dos EUA, realizou uma fasciotomia ao longo da perna afetada. A intervenção permitiu que a perna “respirasse” e foi apontada como crucial para evitar a amputação. Hackett esteve em Cortina porque Vonn já estava a competir, numa altura em que se previa a recuperação do ligamento cruzado anterior, operado pouco antes.
A balança de danos incluiu uma fratura também no tornozelo direito. Após cirurgia, Vonn recebeu alta hospitalar e iniciou a reabilitação, com objetivos de mobilidade gradual e uso de muletas. A estimativa aponta para cerca de um ano até à consolidação dos ossos da perna esquerda, antes de tratar o ligamento.
Estado atual e perspetivas
Presentemente em cadeira de rodas, Vonn concentra-se na recuperação e no fortalecimento. A atleta afirmou estar determinada a seguir em frente, reconhecendo o longo caminho pela frente, sem apontar para um desfecho específico. A equipa médica mantém o plano de reabilitação para devolver força e mobilidade na perna afetada.
Entre na conversa da comunidade