O Rugby de Setúbal acusa adeptos do CRAV de racismo durante a quarta jornada da fase final do Campeonato Nacional. O incidente ocorreu no sábado, na segunda parte, quando o juiz de linha Daniel Sebastián foi alvo de insultos racistas constantes por parte de adeptos da equipa visitante. O clube setubalense afirma que o termo macaco foi utilizado repetidamente, reiterando que racismo não é apenas calor do jogo, é crime.
Após o apito final, houve invasão de campo por parte de adeptos do Clube de Rugby de Arcos de Valdevez (CRAV), que desceram da bancada para agredir o juiz de linha. O presidente e o treinador do Setúbal, João Terlim, terão sido agredidos ao tentar proteger o colega. O emblema setubalense sustenta ainda que o árbitro principal impediu o registo dos factos no boletim de jogo, alegando tentativa de silenciar a verdade perante as instâncias disciplinares.
Reação do Rugby de Setúbal
O clube de Setúbal reuniu provas de vídeo e informou que as enviará à Federação Portuguesa de Rugby (FPR) e à APCVD, mantendo a firmeza de que não tolerará racismo nem violência física, independentemente de quem aponte o dedo.
Resposta do CRAV
O CRAV contestou as acusações, classificando-as de mentiras e deturpações que visam manchar a instituição. O clube minhoto informou que rompeu relações institucionais com o Setúbal e anunciou uma queixa por difamação em tribunal civil. O CRAV afirmou ainda disponibilidade para colaborar com eventuais averiguações disciplinares.
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