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Rugby de Setúbal acusa adeptos do CRAV de racismo; Minhotos apresentam queixa-crime

Rugby de Setúbal acusa o Clube de Rugby de Arcos de Valdevez (CRAV) de racismo; invasão de campo e agressões resultam em queixa-crime e ruptura de relações

Foto: unsplash
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  • A Academia de Rugby Club de Setúbal denunciou, num comunicado, insultos racistas dirigidos ao juiz de linha Daniel Sebastián durante a segunda parte da quarta jornada da fase final do Campeonato Nacional.
  • O clube afirma que o termo “macaco” foi repetidamente usado por adeptos da equipa visitante, e que racismo e xenofobia não são “calor do jogo”, configurando crime.
  • Após o apito final ocorreu uma invasão de campo por adeptos do Clube de Rugby de Arcos de Valdevez, que desceram da bancada para agredir o juiz; o presidente e o treinador do Setúbal, João Terlim, foram agredidos ao tentar protegê-lo.
  • O Rugby de Setúbal diz que o árbitro principal impediu o registo dos factos no boletim de jogo e enviou provas de vídeo à Federação Portuguesa de Rugby (FPR) e à Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD).
  • O CRAV rejeitou as acusações, classificando-as como mentiras e deturpações, anunciou o corte de relações com Setúbal e revelou a intenção de apresentar queixa por difamação; afirmou estar disponível para colaborar com eventuais averiguações.

O Rugby de Setúbal acusa adeptos do CRAV de racismo durante a quarta jornada da fase final do Campeonato Nacional. O incidente ocorreu no sábado, na segunda parte, quando o juiz de linha Daniel Sebastián foi alvo de insultos racistas constantes por parte de adeptos da equipa visitante. O clube setubalense afirma que o termo macaco foi utilizado repetidamente, reiterando que racismo não é apenas calor do jogo, é crime.

Após o apito final, houve invasão de campo por parte de adeptos do Clube de Rugby de Arcos de Valdevez (CRAV), que desceram da bancada para agredir o juiz de linha. O presidente e o treinador do Setúbal, João Terlim, terão sido agredidos ao tentar proteger o colega. O emblema setubalense sustenta ainda que o árbitro principal impediu o registo dos factos no boletim de jogo, alegando tentativa de silenciar a verdade perante as instâncias disciplinares.

Reação do Rugby de Setúbal

O clube de Setúbal reuniu provas de vídeo e informou que as enviará à Federação Portuguesa de Rugby (FPR) e à APCVD, mantendo a firmeza de que não tolerará racismo nem violência física, independentemente de quem aponte o dedo.

Resposta do CRAV

O CRAV contestou as acusações, classificando-as de mentiras e deturpações que visam manchar a instituição. O clube minhoto informou que rompeu relações institucionais com o Setúbal e anunciou uma queixa por difamação em tribunal civil. O CRAV afirmou ainda disponibilidade para colaborar com eventuais averiguações disciplinares.

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