Imane Khelif, campeã olímpica argelina, indicou que está disposta a competir novamente para Los Angeles 2028, mesmo que isso envolva realizar testes genéticos exigidos pela World Boxing (WB). A atleta afirmou ter feito tratamento hormonal para diminuir a testosterona antes de Paris 2024, onde conquistou o ouro no peso de -66 kg.
Aboxa de controvérsia, Khelif disse ter seguido acompanhamento médico com uma equipa de especialistas e explicou ter reduzido a testosterona a zero durante o torneio de qualificação africano, realizado em Dakar. Refere ainda ter já contactado a WB e enviado exames, sem receber resposta até ao momento.
Khelif não se declara transgénero e afirma ter o gene SRY, apontando que a sua condição é natural. Reiterou que cresceu como rapariga e que não está a esconder nada, mantendo o foco em participar em Paris 2024 e, depois, em LA 2028, caso seja autorizada pela entidade reguladora.
A WB proibiu-a de competir em provas internacionais após o incidente com o teste hormonal e permanece pendente a possibilidade de licenciamento profissional em França. Em 2023, tanto Khelif como Lin Yu-ting já enfrentaram desqualificações associadas a critérios de elegibilidade não divulgados.
O Comité Olímpico Internacional (COI) continua a reconhecer o boxe como modalidade presente em Los Angeles 2028, com o apuramento para a WB, criada em 2024, a gerir os critérios de qualificação. Khelif e Yu-ting cumpriram, nos Jogos anteriores, os requisitos vigentes para o circuito olímpico.
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