Fernando Mamede recordou à Record, em 2024, o feito que marcou o atletismo português nos 10 mil metros. Em Estocolmo, a 2 de julho de 1984, ele estabeleceu o recorde mundial com 27.13,81 minutos, quebrando o anterior de Henry Rono em quase 9 segundos.
O tempo de Mamede surgiu num dia considerado extraordinário, com condições ideais para a marca. A corrida contou com Guilherme Alves como lebre inicial e depois Carlos Lopes a assumir o ritmo para manter o andamento duro. No fim, Mamede atacou perto do final, superando os adversários.
Lendas da época e o legado português são lembrados pelo próprio Mamede, que recordou Rosa Mota e a força daquela geração. De acordo com ele, o treino intenso era uma regra no tempo, e o atual panorama do fundo e meio-fundo em Portugal exige novas evoluções.
Recorde e contexto da prova
Mamede afirmou que a marca teve um impacto enorme e que o dia foi decisivo para o atletismo português. Lopes acabou por ficar em segundo, com 27:17,48, também acima do tempo de Rono. O episódio é apresentado como exemplo de rivalidade saudável entre atletas de elite.
Legado e perspetivas para o futuro
O antigo atleta refletiu sobre o estado atual do atletismo em Portugal, apontando que o fundo e o meio‑fundo enfrentam desafios, mas as equipas nacionais mostram força em disciplinas técnicas. Para Mamede, a geração atual continua a prosperar com treino mais estruturado e resultados diversificados.
Nota final
Mamede, que faleceu aos 74 anos, fica na memória pela performance histórica de Estocolmo, que consolidou o recorde mundial dos 10 mil metros e moldou a visão de futuro do atletismo nacional. A notícia permanece como referência de uma era de grandes conquistas.
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