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Federação de Judo detalha dívida herdada de 1 milhão de euros às associações

FPJ revela dívida herdada superior a um milhão de euros com a Universidade de Coimbra e a Federação Internacional de Judo, com plano de pagamento até 2027

Sérgio Pina, presidente da Federação Portuguesa de Judo
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A Federação Portuguesa de Judo (FPJ) detalhou às associações a situação financeira, marcada por uma dívida herdada da gestão anterior. O montante total supera o milhão de euros, envolvendo a Federação Internacional de Judo (FIJ) e a Universidade de Coimbra (UC). A explicação foi enviada numa carta no início de janeiro.

O atual presidente, Sérgio Pina, explicou à Lusa a necessidade de detalhar cada valor e o período de referência. A intervenção acontece após declarações do anterior líder, Jorge Fernandes, sobre o tema ao jornal As Beiras. A FPJ quer resolver o problema sem expor contradições públicas.

Pina afirmou que a FPJ está numa situação financeira grave, com 370 633,03 euros devidos à UC e 800 mil euros à FIJ. Parte da dívida foi perdoada pela FIJ mediante o cumprimento de prazos, com pagamentos já efetuados de 400 mil euros.

Plano de pagamentos e impacto

Os pagamentos em dívida decorrem sob um plano com a FIJ, que prevê pagar a outra metade ainda este ano, em fevereiro e junho. O risco de não cumprir poderia implicar cobrança de valores acordados em 2021 para quatro Grand Prix entre 2022 e 2025 e o Mundial de juniores de 2023.

A dívida à UC, de 320 mil euros, inclui 50 mil euros de juros e resulta de exames clínicos durante a pandemia entre setembro de 2021 e dezembro de 2022. A UC iniciou, em 2024, um plano de pagamento a 36 meses, com início em outubro de 2024, até 2027.

Sérgio Pina indicou que a carta de 9 de janeiro às associações visou esclarecer o processo, após as declarações de Fernandes. O presidente atual aponta que as taxas cobradas não são abusivas e faz um retrato de cobrança compatível com outras federações.

O dirigente explicou que cada praticante paga uma taxa anual de 15 euros, além de uma taxa de inscrição em provas. Defende uma política de proximidade, com reuniões mensais entre delegados e a FPJ para evitar surpresas financeiras futuras.

Os atrasos chegaram a colocar em risco a participação portuguesa em competições internacionais, inclusive o Mundial de Budapeste, em 2025. O Comité Olímpico de Portugal (COP) interveio para facilitar um entendimento entre as partes.

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