O regresso do rali Dakar a África continua a ganhar ênfase entre organizadores portugueses, ainda que a atual negociação principal ocorra com a Arábia Saudita. O contrato com o reino saudita, vigente até 2029, está a ser renegociado para decidir os próximos passos da prova. As mudanças dependem de um acordo sobre o período de ligação e o eventual local de realização a partir de 2030.
O diretor da prova, o francês David Castera, confirmou à Lusa a existência de conversações com o Governo saudita. O objetivo é manter a presença do Dakar no país do Médio Oriente, já que o contrato atual cobre até 2029 e tem um prazo de 10 anos. A decisão sobre os próximos passos deverá surgir em breve.
A possibilidade de manter o Dakar em África continua a ser um tema sensível em Portugal. José Rita, que integrou o júri da FIM na última edição, afirma que o Dakar em África representa a essência da prova e lembra iniciativas para levar a corrida a Angola ou Moçambique, com vontade política necessária.
Negociações e história do Dakar
Joana Lemos, antiga piloto e responsável pela organização do Lisboa-Dakar, partilha a esperança de regressar a África. Reforça que o regresso às origens é um desafio que depende de vontade governamental e do apoio da ASO para levar a prova para o continente africano.
José Rita acrescenta que o Dakar tem ciclos geográficos: África, América do Sul e, desde 2020, a Arábia Saudita. A médio prazo, a mudança de cenário domiciliar é esperada, com uma possível alternância entre locais na região.
A história da prova mostra que o Dakar reuniu etapas entre Lisboa e Dakar até 2007, com a edição de 2008 cancelada por ameaça terrorista. De 2009 a 2019 houve continuidade na América do Sul, e desde 2020 a competição ocorre na Arábia Saudita, sob gestão da ASO.
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