Tim Henman, antigo número 4 do ranking e atual vice-capitão da Europa na Laver Cup, antevê o Open da Austrália numa perspetiva de dois candidatos. O torneio começa este fim de semana, com o quadro principal a arrancar na madrugada de domingo, em Portugal.
Durante a teleconferência de imprensa, na qual o PÚBLICO participou, Henman apontou Jannik Sinner e Carlos Alcaraz como favoritos claros ao título masculino. O ex-jogador elogiou Francisco Cabral, mas criticou o atual calendário do circuito masculino.
Análise sobre o caminho até a final
Para Henman, a superioridade de Sinner e Alcaraz em 2025 é evidente, e não surpreenderá vê-los na final. No entanto, destacou dois fatores que podem mexer com o desfecho: lesões, já que jogam encontros em melhor de cinco sets no primeiro torneio do ano, e a decisão de Alcaraz de se separar de Juan Carlos Ferrero, cuja influência mental é ainda incerta.
Perspetivas para o torneio feminino
Na avaliação de Henman, o leque de candidatas no feminino é mais alargado. Entre as favoritas, o britânico destacou nomes como Aryna Sabalenka, Iga Swiatek, Coco Gauff, Amanda Anisimova e Elena Rybakina, entre outras. Também mencionou Naomi Osaka e Karolina Muchova como jogadoras a observar.
Controvérsias sobre o calendário
Henman criticou o atual calendário do ténis masculino, defendendo que os Masters 1000 deveriam ter uma duração mais curta. Argumentou que o excesso de torneios contribui para lesões e desgaste, especialmente ao distribuir o tempo de competição entre Roterdão, Dubai e Acapulco.
Propostas de melhoria
O antigo jogador sugeriu encurtar a época, reduzir a duração dos torneios e criar períodos de descanso mais longos para os atletas. Defendeu, ainda, um intervalo de uma semana sem competição após o Open da Austrália para benefício de jogadores e fãs.
Francisco Cabral e o ténis português
Sobre Francisco Cabral, Henman reconheceu o potencial do 19.º do mundo, destacando a visibilidade limitada dos pares face aos singulares. Considerou que sucesso em grandes torneios poderia atrair público, inspirar jovens e impulsionar o ténis em Portugal. O comentador acompanha a prova para observar a evolução do jogador português.
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