A Assembleia Municipal de Palmela aprovou, por maioria, o contrato-programa que assegura financiamento municipal à Palmela Desporto até 2027. A decisão encerrou um debate intenso sobre o modelo de gestão da empresa municipal, a sua sustentabilidade financeira e o impacto nos munícipes.
PSD, CDS e Chega votaram contra, argumentando que o subsídio à exploração é excessivo. A oposição apontou valores superiores a 1,7 milhões de euros em dois anos e afirmou que a Palmela Desporto não goza de autonomia financeira, dependendo do orçamento municipal. Também foram referido queixas de utentes sobre qualidade do serviço, horários, preços e manutenção.
O PS votou a favor, com reservas, destacando a necessidade de evitar a interrupção de serviços essenciais como piscinas, aulas e programas regulares. A bancada defendeu revisões profundas, desde políticas de preços até gestão e transparência, para assegurar sustentabilidade a médio prazo.
Divisão política e defesa da gestão direta
A CDU saiu em defesa da empresa, com Álvaro Amaro a rejeitar as críticas e a sustentar que a gestão direta pela autarquia não implica custos superiores. O deputado enfatizou o papel social da Palmela Desporto, citando programas como Aprender a Nadar, natação adaptada e apoio ao movimento associativo, argumentando que estes serviços não devem ser avaliados apenas por critérios financeiros.
A presidente da Câmara, Ana Teresa Vicente, afirmou que o subsídio representa menos de 30 por cento do orçamento total da Palmela Desporto. Enquadrou o investimento como uma aposta em saúde, bem-estar e inclusão, reconhecendo a necessidade de melhorias, mas considerando o contrato-programa essencial para garantir estabilidade e previsibilidade financeira até 2027.
O documento foi aprovado com os votos de PS e CDU, ficando contra PSD, CDS e Chega. O parecer final revelou fraturas políticas sobre o futuro da gestão desportiva no concelho, entre visão de serviço público e exigência de sustentabilidade e qualidade.
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