O Ministério Público (MP) formalizou a acusação contra sete sportinguistas, ligados a atos de violência contra adeptos do FC Porto ocorridos em Lisboa a 10 de junho. O MP aponta para tentativa de homicídio qualificado, além de dezenas de crimes conexos, incluindo incêndio, roubo e danos.
A acusação detalha mensagens entre um arguido e a namorada, bem como a reconstituição do ataque. Segundo o MP, o grupo planeou e executou a ofensiva no Lumiar, após chegar a Lisboa para o encontro na Alameda das Linhas de Torres, próximo do Pavilhão João Rocha.
Na sequência do ataque, um veículo de portistas foi incendiado parcialmente e sacado por agressões de cerca de 20 pessoas, que usaram bastões, pedras e objetos pirotécnicos. Cinco vítimas foram atingidas com gravidade, incluindo o condutor do carro.
O incidente teve início por volta das 14h30, com os portistas a chegar a Lisboa para o jogo de meias da Liga de hóquei em patins. O grupo de sportinguistas aproximou-se quando o sinal ficou vermelho e bloqueou a passagem das viaturas, levando a confrontos intensos.
De acordo com o despacho, os arguidos atuaram em conjunto, com superioridade numérica, tentando atear fogo aos veículos e impedir a saída das vítimas. Acresce que houve intenção de subtrair objetos de valor presentes nos carros.
Entre os sete acusados, três foram detidos no próprio dia 10 de junho; outros três foram detidos a 23 de setembro e um a 24 de outubro. A esmagadora maioria permaneceu em prisão preventiva, com dois passando para prisão domiciliária recentemente.
Contexto e desdobramentos
A investigação já tinha identificações iniciais e várias detenções, com desdobramentos relevantes para o processo. O caso envolve ainda a divulgação de mensagens entre arguidos e conhecidos próximos, consideradas-chave pelo MP para fundamentar a acusação.
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