O Gitana 18 foi revelado em Lorient como laboratório de tecnologia naval, com uma parceria do Palais de Tokyo para uma obra cinética de quase 2000 m2 integrada à estrutura. O objetivo é explorar sensores, dados em tempo real e voos contínuos, quase 100% do tempo, em mar aberto.
A equipa Gitana Team, fundada em 2001 por Benjamin e Ariane de Rothschild, apresenta o novo trimarã como evolução do legado antigo. O Gitana 18 sucede o Gitana 17, que já impressionou ao manter voo com foils durante regatas próximas a Cascais em 2018.
O casco mede 32 m de comprimento por 23 m de largura, com mastro superior a 40 m e peso de 15 toneladas. A configuração foca na utilização de fibra de carbono e componentes de alto desempenho para sustentar o voo e a estabilidade em condições variadas.
O primeiro grande teste está marcado para novembro de 2026, na Route du Rhum, regata transatlântica entre Saint-Malo e Pointe-à-Pitre, disputada a cada quatro anos. A prova servirá para validar o desempenho do Gitana 18 em condições reais de competição.
Mais do que uma embarcação de corrida, o projeto transforma o barco numa plataforma de investigação contínua. Sensores a bordo recolhem milhares de dados por segundo, que serão analisados em tempo real pela tripulação e por engenheiros no solo.
A colaboração com artistas do Palais de Tokyo integra uma obra cinética que acompanha o lançamento, associando tecnologia, design e arte. O objetivo é demonstrar capacidades de monitorização, controlo e otimização de voo durante as manobras em altas velocidades.
O Gitana 18 continua a tradição Rothschild de investir em tecnologia e inovação náutica. Ariane de Rothschild salientou que o projeto visa antecipar o futuro, com aplicações potenciadas para energia e transportes, além da competição desportiva.
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