Mohammed Ben Sulayem foi reeleito presidente da FIA nesta sexta-feira, num processo sem adversários e com críticas às regras de candidaturas. A votação ocorreu em Paris, com alguns membros a retirar-se por considerar as regras injustas. Villars também apresentou uma queixa para impedir a eleição, ação ainda não aceite, com início previsto para fevereiro.
O dirigente dos Emirados Árabes Unidos chegou à liderança da FIA em 2021, sucedendo Jean Todt. Desde então, reformou as finanças, passando de um défice de 24 milhões de euros em 2021 para um lucro de 4,7 milhões de euros em 2024.
Ao longo do mandato, Ben Sulayem enfrentou controvérsias na Fórmula 1, incluindo regras mais restritivas sobre roupa interior e joias usadas pelos pilotos, além de alegações de sabotagem de GPs em 2023 e pressões políticas internas que culminaram na demissão de Robert Reid, antigo vice-presidente para o desporto.
A eleição foi alvo de críticas quanto às regras eleitorais, que obrigavam a presença de um vice-presidente de cada continente na lista. Apenas um candidato da América do Sul integrava a lista de Ben Sulayem, gerando acusações de favorecimento.
Laura Villars, suíça, moveu uma queixa em Paris para impedir a eleição, mas o pedido não foi aceite. A decisão judicial associada ao processo está prevista para fevereiro, segundo fontes próximas do caso.
Ben Sulayem, de 63 anos, celebrou a vitória destacando o apoio dos membros da FIA e a superação de obstáculos. O anúncio ocorreu sem adversários, com ele a agradecer a confiança recebida em 2021 e a enfatizar o reforço da instituição.
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