A resolução sobre a trégua olímpica para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 será submetida, na próxima quarta-feira, à Assembleia Geral das Nações Unidas. O documento será apresentado pelo governo italiano, em parceria com o Comité Olímpico Internacional (COI), o Comité Paralímpico Internacional (IPC) e o comité organizador dos Jogos de Milão-Cortina d’Ampezzo. A intervenção inicial caberá ao presidente do comité organizador, Giovanni Malagò, seguindo-se declarações das delegações e depois uma intervenção da presidente do COI, Kirsty Coventry.
A trégua olímpica remonta a 776 a.C., em Olímpia, e prevê suspender hostilidades para garantir a segurança de atletas e espectadores. O COI recuperou a tradição em 1992, mantendo-a como protocolo antes de cada edição olímpica desde então. A resolução atual enquadra-se nesse histórico de apelo à paz no desporto.
A vigilância deste processo surge após a exclusão de Rússia e Bielorrússia dos Jogos de Paris 2024, por violação da trégua olímpica, quando ocorreu a invasão da Ucrânica em fevereiro de 2022. Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 realizar-se-ão entre 6 e 22 de fevereiro, em Milão e Cortina d’Ampezzo, com os Paralímpicos de 6 a 15 de março, nas mesmas cidades italianas.
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