- Mais de 7.500 candidaturas de apoio à recuperação de casas em Leiria, afetadas pela tempestade Kristin, foram apresentadas até esta segunda-feira.
- O total das candidaturas supera os 45 milhões de euros; até agora foram pagos 59 processos, perfazendo cerca de 100 mil euros.
- Pedidos de até 5 mil euros não exigem vistoria; pedidos até 10 mil euros já implicam peritagens, com esse trabalho técnico já realizado em mais de 700 candidaturas.
- O número de vistorias deve aumentar nos próximos dias, com reforço de equipas e peritos externos fornecidos pelas Ordens dos Engenheiros e dos Arquitectos.
- Luís Paulo Fernandes, vereador do Chega, afirmou que ainda não recebeu quem tenha recebido o dinheiro e criticou a falta de confirmação sobre o dinheiro nas contas das pessoas.
Mais de 7.500 candidaturas para apoio à recuperação de casas afetadas pela tempestade Kristin no concelho de Leiria foram registadas na plataforma da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Até esta segunda-feira, apenas 59 pagamentos tinham sido efetuados, correspondentes a menos de 1% do total de processos submetidos.
Segundo o vereador responsável pelo urbanismo, Ricardo Santos, o conjunto de candidaturas soma mais de 45 milhões de euros. O montante já pago por estas 59 candidaturas ronda os 100 mil euros. Existem pedidos de até 5 mil euros sem necessidade de vistoria e outros de até 10 mil euros que têm já envolvido peritagens técnicas.
Mais de 700 candidaturas já passaram por vistorias técnicas, com a empresa técnica a ser executada para confirmar eligibilidade. O município prevê que o número de vistorias aumente brevemente, com o reforço de equipas e a colaboração de peritos externos disponibilizados pelas Ordens dos Engenheiros e dos Arquitectos.
Montante em avaliação e perspetivas
A autarquia afirma que o dinheiro está disponível, mas admite dificuldades na distribuição aos beneficiários. O objetivo é acelerar o fecho de candidaturas e avançar com os procesos de pagamento nos próximos dias, conforme o reforço das equipas técnicas e a cooperação com entidades externas.
Luís Paulo Fernandes, vereador do Chega, criticou a situação na reunião de executivo, destacando que, na prática, ninguém terá recebido apoio até ao momento, apesar do montante disponível. A posição ressalta a divergência entre o discurso governamental e a realidade das concretizações locais.
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