- Investigadores identificaram mandíbulas de polvos antigos, estimando que tinham entre sete e 19 metros de comprimento, o que os colocaria entre os grandes predadores marinhos de há 100 milhões de anos.
- A análise usa mineração digital de fósseis, técnica que revela restos escondidos em rochas cortadas, e incluiu 15 mandíbulas já encontradas no Japão e na ilha de Vancouver, Canadá, mais 12 mandíbulas adicionais do Japão.
- Os polvos gigantes teriam vivido na era dos dinossauros, competindo com outros predadores marinhos da altura, como tubarões de dentes afiados e répteis marinhos.
- A maior mandíbula observada era significativamente maior do que a de polvos modernos, com desgaste indicativo de esmagamento repetido de presas duras, como conchas e ossos.
- Os resultados foram publicados na revista Science a 23 de abril.
Após análise de mandíbulas fossilizadas, investigadores revelam que polvos gigantes de até 19 metros dominaram os oceanos há 100 milhões de anos, próximo do tempo dos dinossauros. A pesquisa, publicada na revista Science, usa uma técnica inovadora de mineração digital de fósseis.
Os cientistas estudaram 15 fósseis de polvos antigos encontrados no Japão e na ilha de Vancouver, no Canadá, e identificaram 12 mandíbulas adicionais, também do Japão. O objetivo foi estimar o tamanho dos animais a partir de mandíbulas preservadas.
Metodologia
A equipa desenvolveu a mineração digital de fósseis, que analisa rochas cortadas para revelar fósseis ocultos. Comparando mandíbulas antigas com as de polvos atuais, estimaram comprimentos entre 7 e 19 metros. A maior mandíbula excede qualquer registro moderno.
Resultados principais
Os maiores polvos mostraram desgaste acentuado nas mandíbulas, com riscos e lascas, sugerindo esmagamento frequente de presas duras como conchas e ossos. Estas evidências indicam que, então, polvos grandes atuavam como predadores formidáveis.
Contexto histórico
A presença de polvos gigantes ocorria num ecossistema dominado por tubarões de dentes afiados e répteis marinhos como mosassauros e plesiossauros. Fósseis de polvos gigantes são raros, o que torna esta descoberta particularmente relevante para compreender antigas cadeias alimentares marinhas.
Perspetivas dos especialistas
Especialistas ressaltam que, apesar de ser difícil confirmar dietas com base no conteúdo estomacal, as mandíbulas fornecem pistas sobre o papel dos polvos no passado. Pesquisas adicionais em outras regiões poderão ampliar o mapa de predadores marinhos antigos.
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