- O Presidente da República, António José Seguro, visitou a Torre dos Clérigos, no Porto, para assinalar o marco de 10 milhões de visitantes, tendo assinado o livro de honra e sido recebido pela Irmandade dos Clérigos que o tornou membro honorário.
- Em discurso diante de várias personalidades, fez um apelo à paz e à coesão em tempos “divisionistas e fracturantes”, destacando a necessidade de identidade, valores e princípios comuns.
- Reforçou que a paz é um dever moral e que os conflitos devem ser resolvidos por meios pacíficos, sem fronteiras.
- Elogiou a cidade do Porto, designando-a como Invicta, e sublinhou a importância da obra social da Irmandade dos Clérigos para reforçar a empatia entre as pessoas.
- Referiu ainda que o número de portugueses residentes e de lusodescendentes globais forma uma comunidade que precisa de mais união e valorização.
O Presidente da República, António José Seguro, visitou nesta sexta-feira a Torre dos Clérigos, no Porto, para marcar o 10.º milhão de visitantes. Acompanhou-o uma cerimónia com a população local e representantes da Igreja, sem perguntas de jornalistas.
Antes de subir os 250 degraus da torre, Seguro passou pelo museu, assinou o livro de honra e reuniu-se com o presidente da Irmandade dos Clérigos, padre Manuel Fernandes, que o iniciou como membro honorário da instituição.
Durante o discurso, o chefe de Estado apelou à paz como dever moral e enfatizou a necessidade de identidade, valores e princípios numa sociedade que enfrenta momentos de divisão. Afirmou que a coesão é essencial para a convivência.
Aproveitando o marco dos 10 milhões de visitantes, Seguro destacou que o número também representa a diáspora portuguesa, lembrando que existem milhões de portugueses que vivem além-fronteiras e que a comunidade pode fortalecer-se pela união.
O Presidente elogiou a cidade do Porto, de que gosta de usar o rótulo Invicta, para sublinhar valores como honra e lealdade. Também reconheceu o papel social da Irmandade dos Clérigos e a importância de reforçar a empatia entre as pessoas.
No Porto, Seguro elogiou ainda o património da torre e da Irmandade que a dirige, destacando a visão de identidade coletiva que o monumento inspira. Revelou que esperará regressar à cidade para novas visitas e, quem sabe, para renovar energias com a vista panorâmica.
A Irmandade dos Clérigos considerou a coincidência de atingir os 10 milhões de visitantes como indicador da projeção nacional e internacional da instituição, expressando satisfação com o marco.
Antes de terminar, Seguro esteve de fora de entrevistas com a imprensa e manteve contactos com o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, junto de jovens presentes no exterior da igreja dos Clérigos.
Contexto
Este episódio segue registos anteriores, com a Torre dos Clérigos a ter atingido 5 milhões de visitantes em 2020, quando o então Presidente Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente. A cerimónia de hoje reforçou a ligação entre o monumento, a cidade e o país.
Valores e missão
Em Portugal, o debate sobre identidade e coesão social volta a ganhar terreno, com o Presidente a vincar a necessidade de paz e de resolução pacífica de conflitos como base da convivência democrática.
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