- Alexandre Pascoal está à frente do Centro de Arte Contemporânea dos Açores desde setembro de 2025, após um processo com disputas judiciais.
- O director pretende democratizar o acesso ao Arquipélago, reforçar a posição nacional e internacional do centro e fazê-lo irradiar para as ilhas vizinhas.
- O objetivo é transformar o espaço num motor da arte contemporânea nos Açores, com enfoque na população local e no ecossistema cultural insular.
- Pascoal quer aproximar o Arquipélago do público regular, reduzir o desinteresse ou desconhecimento e integrar o centro na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.
- O plano passa por ampliar a atuação para as outras ilhas, dinamizar a programação e apoiar artistas locais, mantendo o centro como polo central da atividade cultural na região.
O Arquipélago, Centro de Artes Contemporâneas dos Açores, tem um novo director. Alexandre Pascoal assumiu o cargo em setembro de 2025, mas esteve ligado à instituição desde 2015, em várias funções. A meta é reforçar o posicionamento nacional e internacional do centro e democratizar o acesso.
A liderança quer fazer do Arquipélago o motor da arte contemporânea nos Açores, pondo a agência a irradiar para as outras ilhas. Pascoal reforça que o centro precisa de uma programação abrangente aliada a ações de divulgação, com exemplos na exposição dedicada a Lourdes Castro.
O currículo de Pascoal inclui a direção do Teatro Micaelense entre 2011 e 2022 e a participação em equipas de curadoria desde 2014. Entre 2022 e 2024 foi adjunto do ministro da Cultura e já foi deputado regional pelo PS (2008-2011).
Demografia cultural e ambição regional
A ligação ao território é prioridade para o novo director, explicado pela própria natureza ultraperiférica dos Açores. O objectivo é atrair público não apenas turístico, associando o Arquipélago a uma programação estável ao longo do ano e a iniciativas que envolvam as ilhas vizinhas.
Pascoal avisa que existem desafios sociais, como pobreza e baixos níveis de escolaridade na região. O desafio é criar uma estratégia que permita alcançar o público regular, bem como quem ainda não conhece o espaço ou não se sente convidado a visitar.
Estrutura e ecossistema local
A aposta passa pela democratização do acesso e pela proximidade com a população, bem como pela participação de artistas locais. O centro pretende fortalecer o ecossistema cultural açoriano e fomentar uma dinâmica que inclua festivais regionais já consolidados, como Walk&Talk e Tremor. O Arquipélago pretende tornar-se uma referência para a arte contemporânea na região.
O período de transição envolveu uma direção interina entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, após a saída de João Mourão. Passou a haver uma gestão estável com a tomada de posse de Pascoal, que visa consolidar o centro como uma instituição de alcance nacional e internacional.
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