- O relatório GRETA do Conselho da Europa aponta a Madeira como a região de Portugal com mais casos de exploração sexual infantil de migrantes.
- Miguel Albuquerque pediu averiguações judiciais e a punição de quem praticar prevaricações, afirmando que não se tolera numa sociedade civilizada.
- Entre 2021 e 2024, Portugal registou 690 alegadas vítimas de tráfico, com 250 casos confirmados.
- O documento indica que crianças e jovens, incluindo não acompanhadas, correm risco de várias formas de exploração, especialmente na Madeira.
- O presidente do Governo Regional disse que, no geral, os índices de criminalidade na Madeira desceram, exceto violência doméstica e maus-tratos a animais, e enfatizou que crimes são públicos e devem ser denunciados.
Miguel Albuquerque reagiu hoje ao relatório do GRETA do Conselho da Europa, que aponta a Madeira como a região de Portugal com mais casos de exploração sexual infantil de migrantes. O chefe do Governo regional pediu averiguações judiciais e punição dos prevaricadores.
Segundo o relatório, entre 2021 e 2024 foram registadas em Portugal 690 alegadas vítimas de tráfico, com 250 casos confirmados. A documentação indica que crianças e jovens, incluindo não acompanhadas, enfrentam diferentes formas de exploração.
A Madeira é destacada como área onde ocorrem, maioritariamente, os casos de exploração sexual infantil, promovendo a necessidade de investigação adicional. Albuquerque afirmou não ter conhecimento prévio da situação e lembrou que, em termos de crime, as autoridades devem agir.
Contexto: GRETA e reação regional
O presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP) assegurou que todos os índices de criminalidade na Madeira têm vindo a diminuir, excetuando violência doméstica e maus-tratos a animais. Reiterou que é obrigação das instâncias judiciais apurar casos e que o governo fará o que for possível para punir os responsáveis.
Albuquerque sublinhou ainda que estes crimes são públicos e que quem tiver conhecimento de situações deve denunciar. O objetivo, disse, é reforçar a atuação policial e judicial para assegurar responsabilização.
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