- O Ministério Público de Lisboa acusa 19 pessoas de uma rede que furtava em lojas, totalizando 83 crimes de furto qualificado.
- A operação, desmantelada pelo Grupo de Intervenção e Operações Especiais da Guarda Nacional Republicana, atuava com três a quatro elementos por crime, usando mochilas com forro em alumínio para não ativar os alarmes.
- Cinco arguidos estão acusados de mais de 70 crimes de recetação; todos são estrangeiros e tinham funções definidas: furtos, vigilância, transporte e guarda e venda dos bens.
- Os suspeitos vinham a Portugal para os crimes, hospedando-se em hostels de Lisboa, e comunicavam entre si através de auriculares de telemóvel para coordenar os movimentos.
- Os furtos ocorreram de norte a sul do país entre fevereiro de dois mil e vinte e quatro e novembro de dois mil e vinte e cinco, altura em que houve detenções que levaram oito suspeitos a prisão preventiva.
O Ministério Público (MP) de Lisboa acusou 19 pessoas de integrarem uma rede dedicada a furtos em lojas, recorrendo a mochilas e sacos com forro em alumínio para não ativar os alarmes. O conjunto responde por 83 crimes de furto qualificado.
Segundo o MP, a organização atuava com três a quatro integrantes por operação. Cinco arguidos estão acusados de mais de 70 crimes de receitaçao. Os crimes foram praticados em supermercados, no fenómeno conhecido como shoplifting.
Cada elemento tinha funções definidas e o grupo era composto apenas por estrangeiros. Uns furtavam, outros vigiavam seguranças, outros transportavam os bens e outro os guardava e os vendia. Comunicações eram feitas por auriculares de telemóvel, permitindo coordenar movimentos conforme a presença de seguranças.
Detalhes do esquema e funcionamento
Vinham a Portugal de propósito para os crimes e estabeleciam-se em hostels em Lisboa para orientar as operações.
Os furtos decorreram de norte a sul do país, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, data em que foram efetuadas detenções. O balanço inicial aponta oito suspeitos em prisão preventiva.
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