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Acusados de uma rede que realizou 83 assaltos de norte a sul do país

Rede estrangeira acusada de furtos qualificados em 83 lojas, com três a quatro elementos, usando forro de alumínio para evitar alarmes, desmantelada pela Guarda Nacional Republicana

GNR travou a rede
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O Ministério Público (MP) de Lisboa acusou 19 pessoas de integrarem uma rede dedicada a furtos em lojas, recorrendo a mochilas e sacos com forro em alumínio para não ativar os alarmes. O conjunto responde por 83 crimes de furto qualificado.

Segundo o MP, a organização atuava com três a quatro integrantes por operação. Cinco arguidos estão acusados de mais de 70 crimes de receitaçao. Os crimes foram praticados em supermercados, no fenómeno conhecido como shoplifting.

Cada elemento tinha funções definidas e o grupo era composto apenas por estrangeiros. Uns furtavam, outros vigiavam seguranças, outros transportavam os bens e outro os guardava e os vendia. Comunicações eram feitas por auriculares de telemóvel, permitindo coordenar movimentos conforme a presença de seguranças.

Detalhes do esquema e funcionamento

Vinham a Portugal de propósito para os crimes e estabeleciam-se em hostels em Lisboa para orientar as operações.

Os furtos decorreram de norte a sul do país, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, data em que foram efetuadas detenções. O balanço inicial aponta oito suspeitos em prisão preventiva.

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