- O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025 indica queda de 1,6% na criminalidade violenta e grave denunciada, enquanto a criminalidade geral aumentou 3,1%.
- A violência doméstica caiu 1,9%, mas houve 27 mortes associadas a este crime (21 mulheres, 4 homens e 2 crianças); as ocorrências intensificaram-se nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.
- Registou-se o aumento dos crimes de violação, atingindo o valor mais elevado da última década.
- O relatório destaca também aumento de crimes de auxílio à imigração ilegal, com mais participações, arguidos constituídos e detenções, e reforços para desmantelar redes de tráfico de pessoas.
- O tráfico de estupefacientes também subiu em participações, detenções e apreensões (haxixe com +102,6%; heroína caiu 33,7%), refletindo uma estratégia de atuação mais eficaz policialmente.
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025 foi apresentado hoje, no Conselho Superior de Segurança Interna. Indica uma redução de 1,6% na criminalidade violenta e grave denunciada, e um aumento de 3,1% na criminalidade geral reportada. O documento destaca melhorias na fiscalização e na proatividade policial.
Segundo o RASI, o crescimento da criminalidade geral resulta de áreas onde houve maior atuação das autoridades, incluindo fiscalização rodoviária, detenção de armas proibidas e desobediência. O relatório aponta que estes dados refletem, em parte, uma resposta policial mais assertiva.
Agressões e violência doméstica
O primeiro-ministro Luís Montenegro presidiu o Conselho e, em entrevista, referiu estabilização geral dos números e sinais de preocupação. A violência doméstica continua entre os indicadores problemáticos, ainda que tenha registado uma descida de 1,9%.
No total, 27 pessoas foram mortality, das quais 21 mulheres, 4 homens e 2 crianças. O RASI aponta milhares de participações num crime de terror, sem qualquer conclusão apodíctica.
Distribuição geográfica e tipologias
A violência doméstica manteve-se mais incidente nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal. O relatório evidencia também um aumento relevante nos crimes de violação, com o valor mais alto da última década, e um crescimento no crime de auxílio à imigração ilegal, com mais participações, arguidos e detenções.
Drogas e tráfico
O tráfico de estupefacientes aparece entre os indicadores que registaram aumentos, com mais participações, detenções e apreensões. Houve um incremento das quantidades apreendidas, destacando-se +102,6% de haxixe, em contraste com a queda de heroína (-33,7%). O Ministério afirma que o fenómeno envolve múltiplos outros crimes.
Contexto e perspetivas
O primeiro-ministro enfatizou que o que ocorreu em 2025 reflete uma estratégia com maior capacidade de detenção e apreensão. O RASI adianta que o país permanece globalmente seguro, embora com indicadores que merecem atenção constante.
O relatório completo deve ser divulgado até ao final do dia, com dados adicionais para sustentar as tendências apresentadas.
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