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Criminalidade grupal e delinquência juvenil caem desde a pandemia

Pela primeira vez desde a pandemia, criminalidade grupal e delinquência juvenil caem; porém aumentam crimes sexuais, extorsão e uso de redes sociais nos conflitos

Criminalidade grupal e delinquência juvenil diminuíram pela primeira vez desde a pandemia
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  • Em 2025 houve, pela primeira vez desde a pandemia, queda em crimes em contexto de grupo e em delinquência juvenil: 7.190 ocorrências de criminalidade grupal e 2.036 de delinquência juvenil, menos 1,2% e 1,3% respetivamente face a 2024.
  • Os suspeitos de criminalidade grupal são principalmente jovens entre 15 e 25 anos, com rivalidade entre grupos de diferentes zonas, destacando a Área Metropolitana de Lisboa e o distrito de Setúbal; as redes sociais ampliam conflitos.
  • Mesmo com a diminuição global, aumentaram crimes como violação, roubo de viatura, ofensa à integridade física grave e extorsão sexual, sendo possível que haja episódios não denunciados.
  • Na delinquência juvenil, predominaram ofensas à integridade física voluntária simples, ameaça e coação, furto em edifício comercial ou industrial, ocorrendo sobretudo durante o período escolar; autores são, em maioria, rapazes entre 12 e 15 anos.
  • O relatório assinala aumento de pornografia de menores e extorsão após partilha de imagens íntimas; a Polícia Judiciária abriu 3.044 investigações (mais 28%) sobre burlas, branqueamento, tráfico, extorsão e documentos falsificados; no Programa Escola Segura houve 8.133 ilícitos em ambiente escolar no ano letivo 2024/2025.

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, apresentado no parlamento, mostra pela primeira vez desde o início da pandemia uma queda nos crimes praticados em contexto de grupo e pela população juvenil. Em 2025 registaram-se 7.190 ocorrências de criminalidade grupal e 2.036 de delinquência juvenil, respetivamente 1,2% e 1,3% abaixo de 2024.

O documento aponta que a redução foi geral, apesar de manterem-se padrões familiares aos anos anteriores. Os suspeitos de criminalidade grupal são, em sua maioria, jovens entre 15 e 25 anos, com rivalidades entre grupos de diferentes zonas, sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e no distrito de Setúbal. As redes sociais aparecem como extensão do território, potenciando conflitos, simbolismo e mobilização rápida.

O relatório realça também que crimes como violação, roubo de viatura, agressões graves e extorsão sexual registaram aumentos, ainda que o grande recuo global não seja suficiente para esconder episódios não denunciados. Em delinquência juvenil, destacam-se ofensas à integridade física simples, ameaças, coação e furtos em edifícios comerciais, ocorridos principalmente durante o período escolar.

A meio técnico de atuação, o estudo aponta que a maior parte dos autores é do sexo masculino, com idades entre 12 e 15 anos, coincidindo com o perfil das vítimas. A prática de ilícitos de natureza sexual é destacada, ocorrendo frequentemente em contexto escolar ou de proximidade relacional, com casos de abusos, violações e importunação, associados a conteúdos partilhados entre menores.

O relatório nota também o aumento do crime de pornografia de menores e a partilha de conteúdos íntimos entre pares. Em 2025, a Polícia Judiciária abriu 3.044 investigações, mais 28% face a 2024, incluindo burlas, branqueamento, tráfico de estupefacientes, extorsão e falsificação de documentos.

No âmbito do Programa Escola Segura, registaram-se 8.133 ilícitos em ambiente escolar no ano letivo 2024/2025, mais 14,1%. Desses, 5.694 eram de natureza criminal, menos 0,9% que no anterior, com maior incidência de ofensas à integridade física, injúrias, ameaças, furtos e casos de uso ou posse de arma.

Esfera educativa e áreas de atuação

O relatório sublinha que a criminalidade grupal revela organização crescente, especialização funcional e adaptação tecnológica, exigindo respostas integradas entre forças de segurança e educação. As zonas de Lisboa e Setúbal mantêm maior densidade de incidentes, exigindo vigilância mais atenta.

A vertente escolar continua a ser uma linha de atuação prioritária, com necessidade de fortalecer programas de prevenção, supervisão e apoio às vítimas. As autoridades destacam a importância de dados para orientar políticas públicas e intervenções futuras.

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