- A Flotilha Global Sumud, com 58 embarcações, denunciou a intercepção de 15 barcos por forças israelitas em águas internacionais; 175 ativistas foram detidos pela Marinha de Israel.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália pediu informações a Israel para esclarecer as circunstâncias da operação e proteger cidadãos italianos na flotilha, com o ministro António Tajani a instruir as embaixadas de Roma em Telavive e em Atenas.
- A missão informou ter perdido contacto com onze embarcações, enquanto meios israelitas afirmaram que outras sete tinham sido interceptadas.
- A flotilha acusa rodeio de navios militares israelitas em águas internacionais, com relatos de drones; a embarcação mais próxima de Creta encontrava-se a cerca de setenta quilómetros da ilha.
- A missão partiu de Augusta, no sul de Itália, no domingo, com destino à Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária; os ativistas apelam aos governos para proteger a missão e responsabilizar Israel.
A flotilha de apoio a Gaza, a Flotilha Global Sumud, denunciou hoje a interceção de 15 barcos por forças israelitas em águas internacionais. Ao todo, 175 ativistas foram detidos pela Marinha de Israel, após a viagem que partiu no domingo do porto de Augusta, no sul de Itália, com o objetivo de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
A Embaixada de Itália junto de Israel solicitou informações às autoridades israelitas sobre as circunstâncias da operação. O Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano indicou que o ministro António Tajani pediu aos diplomatas em Telavive e Atenas que recolham dados para salvaguardar os cidadãos italianos que integram a flotilha.
Ainda segundo a organização, contactos foram perdidos com onze embarcações, enquanto a imprensa israelita referiu que sete teriam sido interceptadas. A flotilha acusa ação de navios militares israelitas, descrevendo rodeio ilegal em águas internacionais e ameaça de sequestro e violência. Danny Danon, enviado de Israel à ONU, afirmou, em X, que uma outra flotilha provocadora foi interceptada antes de alcançar a zona, assegurando profissionalismo por parte das forças israelitas.
As operações ocorreram em águas entre a península grega e Creta, a cerca de 70 km da costa grega para a embarcação mais próxima, com outras a aproximadamente 25 km de Creta. A missão partiu no domingo, com o objetivo de atravessar o Mediterrâneo e entregar ajuda à população palestiniana na Gaza.
Intercepção e consequências para a missão
A flotilha afirma ter sido rodeada por barcos militares e drones, relata incidentes ao longo da rota. A Interceptação, segundo a organização, ocorreu a mais de mil quilómetros de território israelita, em águas internacionais, mantendo o foco na entrega de apoio humanitário.
Reações diplomáticas
O governo italiano ainda não divulgou uma posição final, mas confirmou a abertura de canais com as autoridades israelitas e gregas para esclarecimentos. A Embaixada de Itália em Telavive e em Atenas está a recolher informações para avaliar medidas de proteção aos cidadãos envolvidos.
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