- O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou opções militares contra o Irão, incluindo a possibilidade de uma ofensiva de ataques cirúrgicos para pressionar o desinserimento do programa nuclear.
- Trump deverá receber um briefing militar de alto nível na quinta-feira, com apresentação de vários cenários pelo Comando Central dos EUA na presença do chefe do Estado-Maior Conjunto.
- Entre as opções está também o bloqueio marítimo, considerado como instrumento de pressão, que poderia manter portos iranianos fechados se Teerão não cumprir exigências.
- Relatos indicam que o Comando Central discute ainda o eventual uso de mísseis hipersónicos no Médio Oriente, dependendo da autorização final.
- O Irão respondeu com críticas à pressão norte-americana: o presidente do Parlamento iraniano afirmou que os EUA tentam forçar o Irão a render-se, apelando à unidade interna e à resistência.
Donald Trump deixou na memória pública, através de uma publicação no Truth Social, que a tempestade está a chegar e que nada a deterá. O tema em torno de ações contra o Irão ganhou novo impulso com a divulgação de uma sondagem supostamente favorável à suspensão do programa nuclear iraniano.
O Presidente dos EUA deve receber um briefing militar de alto nível na quinta-feira, com planos que envolvem cenários para uma possível ação contra o Irão. O objetivo seria pressionar negociações sobre o programa nuclear, segundo relatos citados pela imprensa.
Planos para ataques cirúrgicos surgem como uma das hipóteses mais citadas. O Comando Central terá desenhado cenários que contemplam ações no interior do Irão, incluindo infraestruturas-chave, na tentativa de reativar negociações sem abrir caminho a uma guerra prolongada.
Além dos ataques aéreos, outros cenários consideram o controlo de partes do Estreito de Ormuz para reabrir a navegação. Fontes indicam que uma operação pode exigir o envio de forças terrestres, elevando o risco de confronto direto mais amplo.
Outra linha analisada envolve uma operação especial para proteger reservas de urânio altamente enriquecido. No entanto, também se avalia manter o uso de pressão econômica, com o bloqueio marítimo visto como ferramenta potencial.
Trump tem defendido o bloqueio naval como meio de pressão mais eficaz do que bombardeamentos, embora não descarte o recurso à força se Teerã não responder. A administração terá sido instruída a preparar um bloqueio prolongado de portos iranianos.
Relatos indicam que o CENTCOM pediu a instalação de mísseis hipersónicos no Médio Oriente para eventual uso contra o Irão. A Bloomberg afirma que a aprovação depende de decisões futuras, com o objetivo de ampliar o alcance das operações.
Os custos de operações militares contra o Irão desde o final de fevereiro chegam a valores estimados em cerca de 25 mil milhões de dólares, segundo um alto funcionário do Departamento de Guerra. Ainda não houve decisão definitiva sobre o uso de armas hipersónicas.
O caso iraniano envolve também respostas prováveis de Teerã a nível regional. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que os EUA tentam forçar o Irão a render-se através de pressão económica e de divisões internas.
Qalibaf pediu unidade ao povo iraniano e alertou para tentativas de desviar a atenção com críticas internas. Foram feitas manifestações públicas para evitar ataques entre cidadãos e preservar a coesão nacional.
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