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Trump avalia opções militares contra o Irão

Trump prepara briefing militar sobre cenários contra o Irão, incluindo ataques cirúrgicos e bloqueio do Estreito de Ormuz, com possível escalada

O Presidente Donald Trump fala aos jornalistas enquanto se reúne com os astronautas da NASA Artemis 2, Victor Glover, Christina Koch, Reid Wiseman e Jeremy Hansen, na Sala Oval da Casa Branca
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou opções militares contra o Irão, incluindo a possibilidade de uma ofensiva de ataques cirúrgicos para pressionar o desinserimento do programa nuclear.
  • Trump deverá receber um briefing militar de alto nível na quinta-feira, com apresentação de vários cenários pelo Comando Central dos EUA na presença do chefe do Estado-Maior Conjunto.
  • Entre as opções está também o bloqueio marítimo, considerado como instrumento de pressão, que poderia manter portos iranianos fechados se Teerão não cumprir exigências.
  • Relatos indicam que o Comando Central discute ainda o eventual uso de mísseis hipersónicos no Médio Oriente, dependendo da autorização final.
  • O Irão respondeu com críticas à pressão norte-americana: o presidente do Parlamento iraniano afirmou que os EUA tentam forçar o Irão a render-se, apelando à unidade interna e à resistência.

Donald Trump deixou na memória pública, através de uma publicação no Truth Social, que a tempestade está a chegar e que nada a deterá. O tema em torno de ações contra o Irão ganhou novo impulso com a divulgação de uma sondagem supostamente favorável à suspensão do programa nuclear iraniano.

O Presidente dos EUA deve receber um briefing militar de alto nível na quinta-feira, com planos que envolvem cenários para uma possível ação contra o Irão. O objetivo seria pressionar negociações sobre o programa nuclear, segundo relatos citados pela imprensa.

Planos para ataques cirúrgicos surgem como uma das hipóteses mais citadas. O Comando Central terá desenhado cenários que contemplam ações no interior do Irão, incluindo infraestruturas-chave, na tentativa de reativar negociações sem abrir caminho a uma guerra prolongada.

Além dos ataques aéreos, outros cenários consideram o controlo de partes do Estreito de Ormuz para reabrir a navegação. Fontes indicam que uma operação pode exigir o envio de forças terrestres, elevando o risco de confronto direto mais amplo.

Outra linha analisada envolve uma operação especial para proteger reservas de urânio altamente enriquecido. No entanto, também se avalia manter o uso de pressão econômica, com o bloqueio marítimo visto como ferramenta potencial.

Trump tem defendido o bloqueio naval como meio de pressão mais eficaz do que bombardeamentos, embora não descarte o recurso à força se Teerã não responder. A administração terá sido instruída a preparar um bloqueio prolongado de portos iranianos.

Relatos indicam que o CENTCOM pediu a instalação de mísseis hipersónicos no Médio Oriente para eventual uso contra o Irão. A Bloomberg afirma que a aprovação depende de decisões futuras, com o objetivo de ampliar o alcance das operações.

Os custos de operações militares contra o Irão desde o final de fevereiro chegam a valores estimados em cerca de 25 mil milhões de dólares, segundo um alto funcionário do Departamento de Guerra. Ainda não houve decisão definitiva sobre o uso de armas hipersónicas.

O caso iraniano envolve também respostas prováveis de Teerã a nível regional. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que os EUA tentam forçar o Irão a render-se através de pressão económica e de divisões internas.

Qalibaf pediu unidade ao povo iraniano e alertou para tentativas de desviar a atenção com críticas internas. Foram feitas manifestações públicas para evitar ataques entre cidadãos e preservar a coesão nacional.

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