- O Novo IRA reivindicou ter colocado um carro-bomba que explodiu junto a uma esquadra em Dunmurry, nos arredores de Belfast, no sábado; não houve feridos.
- A polícia deteve um homem de 66 anos sob a Lei do Terrorismo e realizou buscas nas zonas leste e oeste de Belfast.
- O grupo militante afirmou que passará a visar as casas de agentes da polícia com bombas, representando uma escalada de ataques.
- O ataque acontece quase 30 anos após o acordo de paz de 1998 e insere-se numa série de ações contra a polícia na região.
- O Novo IRA, fundado em 2012, é menor que o Exército Republicano Irlandês e costuma reivindicar ataques por meio de comunicados codificados a jornais locais.
O Novo IRA reivindicou um ataque com carro-bomba perto de uma esquadra nos arredores de Belfast, no sábado, em Dunmurry. A explosão não causou feridos. O veículo de entregas foi roubado e o condutor foi forçado a conduzi-lo até o local.
A polícia da Irlanda do Norte confirmou a detenção de um homem, de 66 anos, sob a Lei do Terrorismo, após o incidente. Buscas continuam em áreas da cidade, nomeadamente nas zonas leste e oeste de Belfast.
Segundo o Irish News, que cita o grupo militante, o alegado alvo era a esquadra e a mensagem do ataque apontava para a continuação da violência contra agentes. O grupo já tinha tentado ataques similares recentemente.
Reivindicação e contexto
O Novo IRA, criado em 2012, é uma facção dissidente que rejeita o Acordo de Sexta-Feira Santa, assente no estatuto da Irlanda do Norte dentro do Reino Unido, a menos de um referendo favorável à reunificação.
O grupo extremo tem vindo a realizar ataques contra a polícia na região há anos, com a promessa de ampliar ações para atingir agentes em casa, segundo a comunicação do grupo, enviada a jornais locais.
O episódio surge quase 30 anos após o acordo de paz que reduziu significativamente a violência sectária na região. O agente morto mais recente na Irlanda do Norte ocorreu há 15 anos, numa ação associada a atentados contra oficiais.
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