- Representantes da Palestina e de Israel na ONU trocaram acusações sobre a entrada de ajuda em Gaza, durante reunião do Conselho de Segurança para discutir o cessar-fogo.
- Khaled Khairi afirmou que o cessar-fogo está cada vez mais frágil, e apelou a planos urgentes para facilitar a entrada de ajuda humanitária e a recuperação e reconstrução de Gaza.
- Também denunciou agravamento da situação em Gaza e na Cisjordânia, com violência, deslocamentos e expansão de colonatos que ameaçam comunidades e dificultam um processo para a solução de dois Estados.
- A ministra dos Negócios Estrangeiros palestiniana, Varsen Aghabekian, reiterou a visão de território com monopólio da força estatal e solicitou a retirada total de Israel de Gaza, criticando políticas associadas ao plano de Donald Trump.
- O representante de Israel na ONU, Danny Danon, disse que Israel cumpre a sua parte do acordo, que as principais passagens permanecem abertas e que já entrou cerca de 1,5 milhões de toneladas de alimentos em Gaza, minimizando a violência de colonos como acts de extremistas.
Na terça-feira, representantes da Palestina e de Israel, junto da ONU, trocaram acusações sobre a entrada de ajuda em Gaza, durante uma sessão do Conselho de Segurança dedicada ao cessar-fogo. A reunião ocorreu num momento de agravamento da violência na região.
O assistente do secretário-geral da ONU para o Médio Oriente, Khaled Khairi, caracterizou o cessar-fogo como frágil, enquanto os ataques israelitas e as ações de grupos armados, incluindo o Hamas, prosseguem. Alertou para a necessidade de acelerar planos de ajuda humanitária e de recuperação de Gaza.
Khairi descreveu um agravamento contínuo em Gaza e na Cisjordânia, com violência, deslocamentos e expansão de assentamentos a colocar em risco comunidades e comprometer uma solução de dois estados. O embaixador palestiniano apontou para a retirada de Israel da Faixa de Gaza como condição central.
Debates no Conselho de Segurança
A ministra dos Negócios Estrangeiros palestiniana reiterou a visão de um Estado com monopólio da força e solicitou a retirada completa de Israel da Faixa de Gaza, associando-a a críticas a políticas anteriores dos EUA. Alegou que planos para deslocamento forçado e anexação devem ser rejeitados pelo governo de Israel na região.
O representante permanente de Israel sustentou que o país está a cumprir a sua parte do acordo e que as principais passagens fronteiriças estão abertas. Alega ter facilitado a entrada de 1,5 milhões de toneladas de alimentos em Gaza, apresentando os ataques de colonos como eventos isolados da violência global.
Danny Danon minimizou a violência de grupos de colonos israelitas, classificando-a como atividade de um número reduzido de extremistas. Conseguiu sustentar que tais incidentes são condenados, investigados e julgados, mantendo a narrativa de menor magnitudes face a ataques de grupos palestinianos.
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