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Pelo menos 12 mortos em desabamento na República Democrática do Congo

Deslizamento em Gasasa, Masisi (Kivu do Norte) causa pelo menos 12 mortos; chuva amplia fragilidade do terreno e alerta para exploração mineira ilegal

Homem trabalha numa mina perto de Rubaya, no leste da República Democrática do Congo
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  • Pelo menos 12 mortos num desabamento na zona mineira de Rubaya, nordeste da República Democrática do Congo, após chuvas terem deixado o terreno mais instável na aldeia de Gasasa.
  • O deslizamento ocorreu enquanto trabalhadores se preparavam para descer às minas; autoridades locais dizem que houve repetidos apelos para parar as operações em Gasasa, sem ouvir.
  • Realçam-se incidentes semelhantes em Rubaya este mês, com centenas de óbitos noutras minas, incluindo Gakombe; em janeiro foram cerca de 460 mortos segundo a sociedade civil, mas o Governo contabilizou 200.
  • O Governo da RDC denunciou um “sistema organizado de saque e exploração ilegal” de recursos naturais pelo grupo M23 e impôs a proibição de toda a atividade de exploração na zona por motivos de segurança.
  • A região continua marcada por violência e exploração mineira artesanal sem regulamentação; o M23 ganhou controlo de Goma e, semanas depois, de Bukavu, agravando o conflito no leste do país.

Pelo menos 12 mortos num desabamento ocorreu na zona mineira de Rubaya, no nordeste da RDC, na aldeia Gasasa. O deslizamento teve lugar na sexta-feira, após chuvas intensas que tornaram o terreno instável. Trabalhadores desciam às minas quando o solo cedeu, indicando causas associadas às condições meteorológicas e à atividade mineira.

Voltaire Sadiki, secretário de coordenação da sociedade civil de Masisi, informou que Gasasa voltou a ser atingida pela chuva, agravando a fragilidade do terreno. Afirmou ainda que foram repetidamente solicitadas paragens de atividade mineira, sem resposta, o que resultou em novas perdas humanas.

Entre Rubaya e Gasasa, o fenómeno já deixou várias vítimas este mês, com pelo menos 300 mortos num desmoronamento na mina de Gakombe. Em janeiro, outro deslizamento matou cerca de 460 pessoas, segundo a sociedade civil de Masisi; o Governo Congo contabilizou 200 vítimas.

Contexto regional

O governo da RDC denunciou um “sistema organizado de saque e exploração ilegal” de recursos por parte do M23. As autoridades impuseram a proibição de atividades de exploração na região antes de os rebeldes assumirem controlo do território.

Situação de segurança no leste

O conflito no leste do país agravou-se no final de janeiro de 2025, quando o M23 tomou Goma, capital de Kivu do Norte, e, semanas depois, Bukavu, capital de Kivu do Sul. A área é rica em minerais usados na indústria tecnológica, o que aumenta o interesse de grupos armados na exploração.

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