Um grupo de cerca de 30 colonos invadiu a aldeia palestiniana de Khirbet Humsa, no Vale do Jordão, Cisjordânia, no início da madrugada de um fim‑de‑semana. O ataque ocorreu à volta da uma da manhã, com o grupo a dividir-se em pequenas células, a invadir casas, libertar o gado e a amarrar os residentes nas partes externas.
Várias pessoas foram agredidas com bastões, em frente a familiares. Um homem palestiniano foi supostamente alvo de abuso sexual durante o incidente. Entre as vítimas, estavam duas ativistas, uma norte‑americana e uma portuguesa, segundo relatos de testemunhas.
A ativista portuguesa encontrava‑se no local no âmbito de um programa de presença protetora, criado para dissuadir ataques de colonos. O ataque durou quase uma hora, com os agressores a ameaçarem de morte e de violação mulheres e crianças.
Segundo testemunhas, as duas ativistas foram arrastadas para fora da tenda onde estavam, tendo a portuguesa sido puxada pelos tornozelos e a amiga pela cabeça. A vítima portuguesa terá ainda sido vendada durante o assalto.
Testemunhos indicam que o grupo gritava que iria matar as pessoas presentes. Um homem palestiniano que vivia na aldeia foi alvo de violência física e sexual, segundo o jornal Haaretz, que descreve o episódio como violento e prolongado.
As autoridades locais indicaram que o ataque durou cerca de 60 minutos e que os colonos abandonaram o local após dispersarem o gado. O Exército israelita encaminhou os primeiros socorros e o Crescente Vermelho transportou seis feridos para um hospital próximo, com ferimentos considerados ligeiros.
A Polícia israelita e o serviço de segurança interna Shin Bet abriram uma investigação para apurar responsabilidades e identificar os autores. Não foram divulgados números oficiais de feridos nem de detenções.
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