- Israel, usando vídeos de cidadãos, ataca postos de controlo Basij em Teerão para enfraquecer a segurança interna e incentivar os manifestantes anti-regime.
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está a desferir golpes esmagadores aos Guardas da Revolução e aos Basij e que ainda agora começou.
- A imprensa iraniana e o serviço persa da Euronews indicam ataques com drones a postos de controlo Basij, com relatos de mortes entre as forças de segurança; fontes levantam que cerca de 32 mil pessoas teriam morrido até meados de janeiro.
- Vídeos nas redes sociais mostram membros de segurança a esconderem-se e testemunham que os Basij estão a adaptar-se, incluindo disfarces para evitar detenções; há mensagens ameaçadoras via Telegram dirigidas aos agentes.
- O ISW aponta que pelo menos nove das 23 bases Basij em Teerão foram visadas desde o início de março; na sexta-feira houve uma grande manifestação do Dia de Quds com envio de avisos de saída de zonas e uma explosão relatada pela imprensa estatal.
Israel Intensifica ataques a postos de controlo Basij em Teerão com alegada colaboração de vídeos de civis
Israel levou a cabo ataques a postos de controlo Basij em Teerão, recorrendo a vídeos de cidadãos para localizá-los, com o objetivo de enfraquecer a segurança interna da República Islâmica e pressionar os manifestantes anti-regime. As ações são descritas pelas FDI, por vários meios de comunicação israelitas e por observadores persas da Euronews.
Forças de Israel respondem a alvos Basij
A campanha envolve localização e destruição de postos de controlo e de outras infraestruturas utilizadas pela Basij, milícia integrada na Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). O objetivo alegado é desmoralizar as unidades Basij e degradar o aparato de repressão interno do regime.
Discurso de Netanyahu e contexto iraniano
Em discurso à nação, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os golpes atingem os Guardas da Revolução e a Basij, e que a operação ainda está a evoluir. O chefe de governo disse estar ao lado do povo iraniano, afirmando que o momento da liberdade está próximo.
Ameaças e rebuliço nas redes
Autoridades iranianas tinham, na semana anterior, anunciado ordens para disparar para matar contra manifestantes e suspeitos de crimes. Contas iranianas mostraram vídeos que expõem civis comuns a filmar postos de controlo, partilhando-os como forma de oposição. Registos sugerem que milhares morreram ou ficaram feridos desde o início dos protestos, em dezembro.
Impacto no terreno e reação internacional
Segundo relatos, drones israelitas atingiram os postos de controlo Basij e bloqueios rodoviários em Teerão, com a imprensa estatal iraniana a indicar fatalidades entre milícias Basij e forças de segurança. O serviço persa da Euronews mencionou que agentes iranianos recebem mensagens de alerta para rendição ou fuga, num contexto de vigilância reforçada.
Análise de especialistas e desenvolvimento regional
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) já observava, na primeira fase do conflito, ataques israelitas a bases Basij em Teerão. As bases visadas teriam aumentado, com imagens de satélite a sugerirem danos em várias unidades. O IRGC, alvo de classificações como organização terrorista em várias jurisdições, permanece sob comando descentralizado em meio à transição de liderança.
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