- A portuguesa Rita M., de 25 anos, atuava como presença protectora na comunidade beduína de Khirbet Humsa, junto a uma tenda onde dormia uma ativista norte-americana e um palestiniano.
- Por volta das 1h da madrugada de sexta-feira, 13 de março, foi alertada por gritos e viu um grupo de colonos encapuzados a atacar as pessoas.
- Dois homens estavam por cima de cada uma das pessoas presentes durante o ataque.
- O palestiniano com quem a portuguesa estava foi agredido sexualmente pelo grupo de colonos.
- A ONU alerta para o risco de uma possível “limpeza étnica” na Cisjordânia.
Rita M., uma voluntária portuguesa, esteve presente numa tenda da comunidade beduína de Khirbet Humsa, na Cisjordânia, quando, na madrugada de sexta-feira, 13 de março, ocorreu uma investida de colonos. Ela auxiliava na presença protetiva destinada a dissuadir ataques. Na altura, dormiam uma activista norte-americana e um homem palestiniano na mesma tenda.
Segundo a testemunha, o ataque ocorreu pouco depois da uma da manhã, já no final do turno. Um grupo de colonos, com os rostos tapados, invadiu o acampamento e agrediu as pessoas presentes. A portuguesa descreve que o grupo atuou rapidamente, com dois indivíduos a confrontarem cada pessoa.
O incidente acontece numa zona onde várias famílias beduínas vivem em tendas precárias e dependem de apoio internacional. Ainda não há confirmação oficial sobre ferimentos graves, nem descrições detalhadas sobre as lesões. As autoridades locais investigam o ocorrido.
ONU alerta para risco de “limpeza étnica” na Cisjordânia
A Organização das Nações Unidas expressou preocupações sobre possíveis deslocamentos forçados na região. Especialistas temem que episódios violentos recorrentes contribuam para uma redução estrutural de comunidades palestinianas na Cisjordânia, com impactos a longo prazo.
Existe ainda pouca clareza sobre o que motivou o ataque neste caso específico. Autores das agressões continuam por identificar, e as autoridades locais anunciaram diligências para apurar responsabilidades e assegurar a proteção de civis afetados.
As autoridades portuguesas não se pronunciaram oficialmente sobre o caso até ao momento. Este tipo de ataques é considerado violento e pode configurar infrações graves segundo o direito humanitário internacional. O acompanhamento da situação mantém-se.
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