Em França, arrancam hoje as provas do Baccalauréat de 2026. O calendário pode mudar no futuro face às ondas de calor, que prometem ser intensas e generalizadas. As autoridades estudam ajustar horários para evitar as horas mais quentes.
O ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray, pediu alterações nos horários dos exames. A ideia é realizar as provas pela manhã e ventilar as salas antes dos alunos chegarem. A medida visa enfrentar o calor precoce e extremo.
Geffray lembrou que não é admissível ter exames entre as 14h e as 18h. A proposta aponta para o intervalo entre as 8h e as 12h, com arejamento prévio das salas. A mudança depende de decisões políticas e logísticas.
A onda de calor pode chegar a 40 ºC em várias regiões francesas, com impacto direto nas escolas. Em maio, algumas escolas já enfrentaram dificuldades com ventilação, água potável e sombra insuficientes durante os exames.
No Reino Unido, o Comité das Alterações Climáticas já sugeriu ajustar exames para meses mais frescos. O relatório de maio alerta para noites tropicais e a necessidade de ar condicionado em escolas, hospitais e lares nos próximos anos.
Estudos recentes associam altas temperaturas a quedas no rendimento escolar. Pesquisas de Harvard e de universidades espanholas apontam menor desempenho em matemática e ciências quando as temperaturas permanecem elevadas.
Nesta semana, algumas zonas do sul de França registam máximas acima de 35 ºC, com previsões de temperaturas acima de 30 ºC em grande parte do território nos próximos dias. A massa de ar quente veio do Norte de África.
As autoridades reiteram a importância de monitorizar o impacto do calor nos alunos durante o dia de exames. O objetivo é manter condições adequadas para o desempenho académico sem sacrificar a saúde.
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