Durante a manhã de hoje, apoiantes do Climáximo bloquearam a Avenida Almirante Gago Coutinho, na entrada da Rotunda do Areeiro, em Lisboa. A ação durou cerca de meia hora, arrancando o trânsito na zona por volta das 08h. No exterior, foi erguida uma faixa com imagens do que a organização designa como o devastador impacto do “comboio de tempestades” e cartazes com mensagens associadas ao caso Kristin. Não houve detenções; os intervenientes foram identificados e libertados.
O protesto insere-se na Semana de Luta pelo Futuro do coletivo de justiça climática, marcando mais de 100 dias desde a depressão denominada Kristin. Um dos participantes, que segurava o cartaz, destacou a necessidade de responsabilizar as entidades envolvidas e de apoiar as famílias afetadas, sublinhando que não se pode desvalorizar o impacto das tempestades. O Climáximo tem estado presente em assembleias de cidadãos afetados por tempestades em concelhos como Leiria.
A organização critica a atuação estatal, apontando falta de medidas preventivas e de apoio financeiro às vítimas. Segundo o grupo, as novas medidas governamentais não respondem às necessidades de quem viu habitações destruídas e exigem seguros que nem sempre chegam para resolver os problemas, deixando famílias dependentes de assistência reduzida. O grupo pede coordenação entre solidariedade local e ações coletivas para enfrentar a crise climática.
As vozes do Climáximo destacam a importância de uma resposta prática e imediata, com ações comunitárias que complementem qualquer decisão governamental. Ainda em agenda, está prevista uma assembleia popular em frente à sede do Governo, no dia 15 de maio, às 19:00, integrando a iniciativa Luta pelo Futuro para discutir formas de apoiar as vítimas da Kristin e conter a expansão dos combustíveis fósseis.
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