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Gronelândia: cientista estuda fiordes glaciais e risco de ponto crítico

Equipa internacional investiga a velocidade do degelo na Gronelândia que pode empurrar o Atlântico para ponto de não retorno, com protótipo de sistema de alerta precoce

RRS Sir David Attenborough na Gronelândia em 2024
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  • Uma equipa internacional de cientistas lança o projeto GIANT, de cinco anos, para perceber como o degelo dos glaciares da Gronelândia empurra o oceano Atlântico para um possível ponto crítico climático, com expedição de dois meses neste verão.
  • O estudo, liderado pelo British Antarctic Survey e financiado pela Advanced Research and Invention Agency, envolve 17 entidades e foca-se em glaciares que desaguam nos fiordes da Gronelândia.
  • Os investigadores vão medir a água de degelo libertada, como entra no Atlântico Norte e o efeito no giro subpolar, que regula o aquecimento entre tropico e norte.
  • O projeto utiliza drones, robôs marinhos, satélites e instrumentos no gelo para observar fendas, fluxos de água de degelo e icebergs, com o objetivo de desenvolver um protótipo de Sistema de Alerta Precoce.
  • O GIANT concentra-se em dois glaciares: o de maré perto de Kangerlussuaq e o glaciar Petermann, buscando sinais de alterações rápidas que possam indicar perdas de gelo futuras.

Uma equipa internacional de cientistas lança uma expedição à Gronelândia para medir o degelo dos glaciares e o potencial de ponto crítico climático no Atlântico. O projeto GIANT envolve 17 entidades e é liderado pelo British Antarctic Survey (BAS). A missão acontece este verão, com duração prevista de dois meses.

O objetivo é perceber a velocidade a que o degelo empurra o oceano Atlântico para um possível limiar de não retorno. O estudo é financiado pela Advanced Research and Invention Agency (ARIA) e concentra-se nos glaciares que deságuam nos fiordes da ilha.

O que se pretende medir e onde

A investigação analisa quanta água de degelo é libertada pelos glaciares que terminam nos fiordes, como essa água entra no Atlântico Norte e de que modo influencia o sistema climático global. A equipa utiliza drones, robôs marinhos, satélites e instrumentos que podem ser inseridos no gelo.

Os dados recolhidos serão alimentados em modelos informáticos, para apoiar o protótipo de Sistema de Alerta Precoce de alterações rápidas dos glaciares. O foco está em dois tipos de glaciares: os de maré perto de Kangerlussuaq e o glaciar Petermann.

Porque o tema é globalmente relevante

O recuo das calotes da Gronelândia já contribuiu para uma parte significativa da subida do nível do mar. O aumento global refletido pela coluna de gelo tem potencial para elevar o nível do mar em até 7,4 metros se derreter por completo, segundo estudo do National Snow and Ice Data Centre.

A água doce do degelo pode afetar o Giro Subpolar, uma das grandes correntes que distribuem calor entre os trópicos e o Atlântico Norte. Em caso de alterações, pode haver impactos no clima da Europa Ocidental e da América do Norte.

Expectativas da equipa e gestão de riscos

A equipa pretende aproximar-se dos glaciares para observar fendas do gelo, o fluxo de água de degelo e a trajetória de icebergs para o Atlântico Norte. Mesmo que o projeto não alcance todas as metas, os investigadores esperam melhorar as previsões climáticas e a compreensão de como a Gronelândia pode influenciar o oceano no futuro.

Para já, os cientistas já destacam a necessidade de um sistema de alerta precoce capaz de indicar alterações rápidas. A iniciativa visa fornecer informações úteis a governos, indústria e sociedade na preparação para impactos climáticos.

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