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Cidadãos solicitam audiência com o primeiro-ministro sobre política climática

Grupo de trinta cidadãos exige audiência com o primeiro-ministro para debater atraso na implementação da Lei de Bases do Clima e a participação cívica

Luís Montenegro
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  • Um grupo de 30 cidadãos representantes de organizações da sociedade civil, da academia e do movimento ambiental pediu audiência ao primeiro-ministro para esclarecer o atraso na implementação da Lei de Bases do Clima.
  • A iniciativa baseia-se na Lei de Bases do Clima de 2022, que garante o direito de participação cidadã na elaboração e revisão das políticas climáticas.
  • Francisco Ferreira, da associação ambientalista Zero, é o primeiro signatário do pedido de audiência.
  • Os signatários dizem que a implementação tem sido lenta, o que compromete a pertinência e a eficácia da governação climática no país.
  • Sublinham que sessões de esclarecimento e debate entre cidadãos e responsáveis políticos são essenciais para a transparência, a legitimidade democrática e a eficácia das políticas públicas de ação climática, e mostram disponibilidade para dialogar com o Governo.

Um grupo de 30 cidadãos representantes de organizações da sociedade civil, da academia e do movimento ambiental solicitou esta quinta-feira uma audiência ao primeiro-ministro para pedir esclarecimentos sobre o atraso na implementação da Lei de Bases do Clima.

A iniciativa baseia-se na Lei de Bases do Clima, em vigor desde 2022, que confere direito de participação cidadã na elaboração e revisão das políticas climáticas. Francisco Ferreira, da associação ambientalista Zero, é o primeiro signatário do pedido.

A norma estabelece que devem ocorrer sessões de esclarecimento e debate entre cidadãos e responsáveis políticos, promovidas pela Administração Pública ou a pedido de pelo menos 30 cidadãos.

O grupo afirma que, apesar da relevância da Lei, a sua aplicação tem sido lenta, o que compromete a pertinência e a eficácia da governação climática no país.

A participação informada é defendida como crucial para a transparência, a legitimidade democrática e o sucesso das políticas públicas de ação climática, destacam.

Participação cidadã e diálogo com o Governo

Os signatários dizem estar disponíveis para um diálogo construtivo com o Governo sobre os desafios e as soluções necessárias para cumprir os compromissos climáticos de Portugal, e sublinham que as sessões de esclarecimento fortalecem a participação pública.

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