- A Organização Meteorológica Mundial aponta para maior probabilidade de El Niño entre maio e julho, com cerca de 40% de chance, contra 60% de condições neutras.
- O recente La Niña deverá evoluir para condições neutras e, mais tarde, para um evento El Niño, segundo o boletim trimestral.
- A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) estima entre 50% e 60% de possibilidade de desenvolvimento de El Niño entre julho e setembro.
- O último El Niño, em 2023/24, foi um dos cinco mais intensos já registados e contribuiu para temperaturas globais recordes em 2024.
- A OMM alerta para crescente incerteza nas previsões de longo prazo e sublinha que El Niño e La Niña ocorrem num contexto de mudanças climáticas causadas pelo homem.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou esta terça-feira que aumenta a probabilidade de repetição do fenómeno El Niño entre maio e julho. A transição deverá ocorrer a partir do atual evento La Niña, de menor intensidade, para condições neutras e, posteriormente, para aquecimento Pacífico.
Segundo o último boletim trimestral da OMM, as condições neutras, ou seja, ausência de El Niño ou La Niña, devem manter-se até julho. A probabilidade dessa situação é de 60%, enquanto a de El Niño atinge cerca de 40%.
A NOAA, agência norte-americana, já tinha apontado em janeiro para probabilidade entre 50% e 60% de desenvolvimento de El Niño entre julho e setembro. A comunidade da OMM acompanha o cenário de perto nos próximos meses.
Para já, a OMM alerta que o inócuo de longo prazo permanece incerto, com maior variabilidade nas previsões. A organização vai monitorizar as evoluções climáticas com especial atenção aos próximos meses.
O último El Niño, em 2023/24, esteve entre os cinco mais intensos já registados e contribuiu para temperaturas globais recordes em 2024. O fenómeno envolve aquecimento das águas do Pacífico central e oriental e alterações na circulação atmosférica.
De acordo com a OMM, entre março e maio espera-se aumento global das temperaturas de superfície. Em termos de precipitação, prevê-se um padrão semelhante ao La Niña no Pacífico, mas com sinais variáveis noutras regiões.
A organização ressalva que fenómenos naturais de grande escala, como El Niño e La Niña, acontecem num quadro mais amplo de mudanças climáticas causadas pela ação humana, que elevam temperaturas globais e intensificam extremos.
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