- Cientistas da Universidade do Porto descobriram por que as cobras conseguem sobreviver meses sem comer.
- A explicação está na perda da hormona grelina, que regula a fome, devido à perda do gene que a produz.
- O estudo foi publicado na Royal Society Open Biology e é destacado pela revista Science.
- A investigação é realizada pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).
- Os investigadores Rui Pinto e Filipe Castro sublinham que a evolução pode eliminar funções antigas, não apenas ganhar novas.
Cientistas da Universidade do Porto desvendaram porquê as cobras resistem meses sem comer: perderam a hormona ghrelin, que regula o apetite. Resultado é fruto de investigação do CIIMAR e da FCUP, publicada na Royal Society Open Biology.
O estudo indica que a evolução pode atuar pela perda de funções antigas, não apenas pela criação de novos genes, explicam os investigadores Rui Pinto e Filipe Castro. A pesquisa envolve a colaboração entre CIIMAR e FCUP.
Rui Pinto, investigador do CIIMAR e doutorando na FCUP, aponta que a perda de função é uma estratégia evolutiva relevante para entender as adaptações. Filipe Castro reforça a ideia de que perder genes pode ser tão importante quanto ganhar.
Implicações evolutivas
Os autores destacam que a perda de genes pode moldar estratégias alimentares em vertebrados, abrindo caminho para novas interpretações sobre regulação do metabolismo.
O estudo apresenta dados que relacionam a ausência da ghrelin com a capacidade de sustentar longos períodos sem ingestão, contribuindo para o conhecimento sobre adaptação alimentar em cobras.
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