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Arte de encher corações busca unir o país por um fio

Associação recém-criada para a filigrana quer expandir fronteiras nacionais, após notoriedade mundial dos corações de Viana na posse do presidente

Depois do "enchimento", é preciso consolidar todos os elementos
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  • Uma associação recém-criada pretende defender a filigrana nacional e expandir fronteiras para além dos polos de Gondomar e da Póvoa de Lanhoso.
  • A filigrana voltou a ganhar destaque internacional quando Margarida Maldonado Freitas, mulher do presidente da República, trocou os botões do vestido na posse pelos corações de Viana.
  • Os artesãos distinguem cada coração de Viana pelo modelo único, tornando as peças irrepetíveis.
  • A associação ambiciona levar o ofício a novas regiões, promovendo a filigrana fora dos polos tradicionais.
  • Os corações de Viana são uma peça emblemática do património artesanal português.

A filigrana nacional voltou a ganhar destaque, com o lançamento de uma associação recente dedicada à defesa deste artesanato. O objetivo é consolidar a prática e reforçar a sua presença no território nacional, não apenas nos polos tradicionais.

A iniciativa reúne artesãos e especialistas da filigrana que pretendem ampliar fronteiras, indo além de Gondomar e da Póvoa de Lanhoso. O grupo quer promover o ofício junto de comunidades, institutos e eventos culturais.

A proposta surge num contexto em que a filigrana volta a chamar a atenção pública. Em tom institucional, a associação procura preservar técnicas, identificar modelos únicos e assegurar a transmissão de saber-fazer entre gerações.

Expansão da filigrana nacional

A referência recente ao artesanato ganhou reforço simbólico após a presença da mulher do presidente da República durante a tomada de posse, quando exibiu corações de Viana no traje. Os artesãos associam sinais desta natureza à identidade regional e à qualidade dos objetos.

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