Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Aterro sanitário do Sotavento Algarvio à beira do colapso

Expansão de 4,6 ha do aterro do Sotavento, em zona protegida, pode levar a colapso em cinco a seis anos; 81,9% dos resíduos não passam por triagem

Os resíduos vão para o aterro sem tratamento
0:00
Carregando...
0:00
  • O aterro do sotavento algarvio recebe 150 mil toneladas de resíduos por ano, e apenas cerca de 20% passam por triagem; 81,9% são depositados sem triagem.
  • A infraestrutura está a chegar ao fim de vida, com planos de expansão de mais 4,6 hectares numa área protegida da serra do Caldeirão, inserida na Rede Natura 2000 (ZEC/ZEP).
  • A expiração da capacidade pode levar ao colapso da instalação em cinco a seis anos, a menos que surjam novas soluções; a decisão de investimento depende da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).
  • Associações Almargem e Zero alertam para ilegalidade e riscos ambientais, sociais e sanitários, defendendo um plano regional para o encerramento do aterro.
  • A assembleia municipal de Loulé aprovou moção pedindo um plano concreto para o fim do aterro, criticando a manutenção da situação atual.

No aterro sanitário do sotavento algarvio, a capacidade atual está próxima do limite. Só 20% dos 150 mil toneladas de lixo recebidas anualmente passam pela triagem, enquanto a restante massa é depositada sem tratamento adequado. A infraestrutura, situada na serra do Caldeirão, enfrenta fim de vida e não há espaço para expansão sem alterar a área protegida.

A expansão prevista envolve mais 4,6 hectares em zona inserida na Rede Natura 2000, com status de Zona Especial de Conservação e Zona de Proteção. O projeto é alvo de discussão pública após a conclusão da consulta ao Estudo de Impacte Ambiental, encerrada há cerca de um mês. A avaliação permanece sob análise das autoridades competentes.

A Almargem afirma que a prática atual é ilegal e inaceitável, colocando em risco compromissos de Portugal com a União Europeia. A associação aponta para o elevado registo de resíduos sem triagem e para o estado de degradação da infraestrutura, construída há 25 anos.

Miguel Nunes, diretor da Algar, indica que o aterro pode colapsar entre cinco e seis anos se não houver soluções alternativas. Em debate promovido pela Causa Pública, Nunes responsabiliza a entidade reguladora pela definição de investimentos, destacando que a decisão final cabe a essa instituição.

A taxa de resíduos depositados sem triagem supera 80%, bem acima da média nacional de cerca de 54%. Entidades locais e regionais são vistas como obligatory responsáveis pela gestão do problema ambiental, social e sanitário da região, segundo a Almargem.

A associação Zero, em parecer sobre a célula D da expansão, sustenta que a documentação de consulta pública não demonstra tratamento prévio adequado para grande parte dos resíduos urbanos. A Algar respondeu, em debate, que não é possível oferecer serviço de maior qualidade sem custos proporcionais, citando diferenças de prática entre Portugal e outros países.

A assembleia municipal de Loulé aprovou uma moção que pede um plano concreto para o fim do aterro do sotavento algarvio. O texto ressalta que manter a atual estratégia de construção de novas células agrava a pressão ambiental na Serra e questiona a eficácia de um plano regional que não tenha sido implementado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais